Dados do final de março publicados pelo Serviço Florestal Brasileiro apontam que o percentual de áreas cadastradas no CAR é 70,2% em todo o País. Em contrapartida, a região Sul é a que apresenta os piores resultados, com média de 41,37% nos três estados. No Paraná, o valor até o dia 31 de março é de 57,4%, bem abaixo da média nacional.
Para o engenheiro agrônomo Silvio Krinski, da Gerência Técnica Econômica da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), o prazo dado pelo governo federal foi adequado para que os estados realizassem o cadastramento. "No meio do caminho tivemos alguns percalços em termos de sistema", relembra ele.
Apesar dos números paranaenses não terem atingido nem a média nacional, Krinski acredita que houve uma grande evolução no Estado. Ele compara com as propriedades que eram cadastradas no Sistema Estadual de Registro da Reserva Legal (Sisleg), que tinha objetivo similar ao CAR, e girava em torno de apenas 30%.
Mesmo faltando poucas horas para o término do prazo, o representante da Ocepar ainda incentiva os produtores a regularizarem a situação. "Acredito que problemas fundiários que surgiram no momento do cadastramento possam ter trazido insegurança a alguns produtores, que preferiram não enviar o CAR. Procurando uma ajuda profissional, tenho certeza de que ainda é possível cumprir o prazo". (V.L.)

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