Pequenos também reclamam
A micro-empresária Ana Rosa Paludetto, da Elba Cópias, também vê com pessimismo o mercado de fotocopiadoras. Há dez anos no ramo, diz que a concorrência desleal de preço atrapalha os negócios. ''Desde que abri, cobro R$ 0,10 pela cópia, se não teria que pagar para trabalhar. As pessoas que cobram menos normalmente têm produto final de qualidade inferior'', conta.
Para ela, buscar diferencial nos serviços prestados está fora de cogitação. ''As grandes empresas estão arriscando, mas no meu caso estou tentando manter as contas em dia, e não sobra para investir em publicidades e diferenciais. E isso é uma tendência geral'', afirma. Ela também conta que os investimentos nas máquinas é alto. ''O duro é que quando se termina de pagar um equipamento, logo já tem um mais moderno no mercado, e a sua máquina passa ser sucateada'', comenta.
Outro micro-empresário, Valdinei Alves dos Santos, da VS Cópias, disse ter dificuldades de reinvestir nos negócios e diferenciar os serviços. ''O pequeno fica mais estacionado'', diz. Com a sua loja localizada próxima a instituições de ensino, a maior parte das cópias é para o público estudantil. ''A margem de lucro é muito pequena e o jeito é sempre tentar aumentar a quantidade de serviços, trabalhando com o máximo da capacidade'',destaca.





