A pro­fes­so­ra apo­sen­ta­da Ju­ça­ra Nei­va de Li­ma en­fren­tou uma ma­ra­to­na de ­duas se­ma­nas ten­tan­do ­achar um ele­tri­cis­ta pa­ra mu­dar a vol­ta­gem de ­duas to­ma­das em seu apar­ta­men­to. En­tre dez pro­fis­sio­nais con­sul­ta­dos, con­se­guiu um pa­ra exe­cu­tar o ser­vi­ço. ‘‘Fi­quei sur­pre­sa. To­dos fa­la­ram que es­ta­vam tra­ba­lhan­do e não ti­nham tem­po pa­ra me aten­der. As ci­da­des cres­ce­ram e ho­je es­ses pro­fis­sio­nais ras­treiam a mão de ­obra, não acei­tan­do ­mais pe­que­nos ser­vi­ços por­que não com­pen­sa pa­ra ­eles’’, con­tex­tua­li­za.
  A si­tua­ção vi­vi­da pe­la pro­fes­so­ra re­fle­te uma rea­li­da­de de mer­ca­do. Ele­tri­cis­tas, en­ca­na­do­res e de­mais pres­ta­do­res de pe­que­nos ser­vi­ços su­mi­ram do mer­ca­do do­més­ti­co. O ­boom da cons­tru­ção ci­vil – com ­bons sa­lá­rios e tra­ba­lho de so­bra – ab­sor­veu a mão de ­obra exis­ten­te e dei­xou uma la­cu­na na ­área dos pe­que­nos ser­vi­ços. Is­so ­abre em ci­da­des do in­te­rior um ni­cho de mer­ca­do já di­fun­di­do nos gran­des cen­tros: as em­pre­sas pres­ta­do­ras de ser­vi­ços de ma­nu­ten­ção pre­dial.
  Es­sas em­pre­sas reú­nem equi­pes de pro­fis­sio­nais em vá­rias ­áreas e, na prá­ti­ca, aca­bam com o ama­do­ris­mo na re­la­ção en­tre o con­tra­tan­te do ser­vi­ço e o pro­fis­sio­nal. ‘‘Em 24 ho­ras man­da­mos na sua ca­sa uma pes­soa pa­ra re­sol­ver o seu pro­ble­ma. Sem­pre um re­pre­sen­tan­te da em­pre­sa vai jun­to pa­ra as­se­gu­rar que tu­do se­rá fei­to con­for­me o clien­te ­pediu’’, afir­ma Mar­cus Vi­ní­cius Gai­no, que há ­dois me­ses ­abriu em Lon­dri­na uma em­pre­sa (Bel­ga­mo) que exe­cu­ta ser­vi­ços de ma­nu­ten­ção em con­do­mí­nios.
  Ele (ad­mi­nis­tra­dor) e o só­cio Mar­co Flo­res (ar­qui­te­to) tra­ba­lha­vam em uma cons­tru­to­ra e ti­ve­ram a ­ideia de mon­tar o ne­gó­cio por­que cons­ta­ta­ram a de­man­da na ­área. A em­pre­sa agre­ga par­cei­ros nas ­áreas elé­tri­ca, hi­dráu­li­ca, de pin­tu­ra, pe­que­nas re­for­mas, en­tre ou­tras. Os pre­ços co­bra­dos são R$ 40 pa­ra a pri­mei­ra ho­ra e R$ 20 pa­ra as de­mais.

● Termo engloba a construção de obras como casas, edifícios, pontes, barragens, fundações de máquinas, estradas, aeroportos e outras infraestruturas

● É o ramo da engenharia voltado para a conservação, operação e segurança das edificações residenciais, comerciais ou industriais

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