A Associação Nacional das Empresas de Soluções de Internet e Telecomunicações (Redetelesul), formada por mais de 200 provedores do Paraná e do Mato Grosso do Sul, concluiu ontem, em Londrina, uma série de reuniões regionais de provedores com os associados. O presidente da entidade, Marcelo Siena, que também é presidente do Conselho Consultivo da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e do Conselho Nacional dos Provedores de Soluções de Internet (Conapsi), destacou que um dos objetivos dos debates é informar, capacitar e preparar os pequenos provedores para a demanda que será gerada com o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Esta, segundo ele, será uma grande oportunidade para os pequenos crescerem.
Para Siena, os pequenos provedores são aqueles mais presentes nas classes C e D, público foco do PNBL, pelas próprias características do negócio e de localização geográfica e que oferecem maior capilaridade para o volume de negócios que serão gerados com o plano. Portanto, os pequenos já estão inclusos no PNBL desde a sua concepção. ''Em mais de 1.300 municípios brasileiros existem provedores pequenos, locais que já fazem trabalho de inclusão digital. O que estamos fazendo é um arranjo na questão da tributação, redução de custos e de insumos para que eles sejam mais agressivos no contexto onde estão inseridos.''
Para alcançar as comunidades rurais, os pequenos também teriam importante papel, pois já estão inseridos nos contextos das cidades e conhecem a topografia da região. ''Para eles é muito mais fácil e o governo já percebeu isso.''
Maria Emi, fundadora da provedora Direct Link, em Londrina, afirmou que trabalha com inclusão digital na região desde 1998, com credenciamento de empresas em cidades que não tinham acesso à internet. Ela contou que ia pessoalmente a estas cidades à procura de empresa parceira e oferecia treinamento técnico e dos vendedores. ''Vejo que o PNBL é uma grande oportunidade para que os provedores se unam para promover, principalmente, a educação digital.''
Internet a R$ 35
Siena afirmou que a internet banda larga proposta pelo PNBL, de no mínimo 1 Mbps a R$ 35 é possível e a Redetelesul está trabalhando junto aos associados para viabilizar o serviço. ''Dá para viabilizar. Precisa apenas de alguns ajustes, investimentos e preparo.''
Ajustes na infraestrutura, com a preparação das redes para absorver o aumento da clientela e nas estratégias de negócio para alcançar estes clientes são alguns pontos que os pequenos provedores deverão implantar na empresa. Em relação aos investimentos, a Redetelesul está orientando os associados quanto ao acesso a recursos do BNDES e articulando a criação de uma sociedade garantidora de crédito, com o apoio do governo.

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