A secretária de Política de Informática do Ministério da Ciência e Tecnologia, Vanda Scartezini, reconhece que é preciso ensinar gestão empresarial para a maioria dos pequenos e micro empresários do setor, que respondem por 73% do mercado.
A meta da secretaria é investir na capacitação destas empresas utilizando boa parte dos recursos obtidos com o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), previsto no projeto da Lei de Informática, que ainda tramita no Congresso. ‘‘Esse pessoal é criativo, mas sai da universidade sem cultura de empreendedor’’, disse a secretária. ‘‘Eles não sabem sequer fazer planos de negócios para financiamentos’’, disse Scartezini, que está discutindo com as entidades do setor uma nova política de desenvolvimento do software brasileiro.
Apenas 31% das empresas do setor fazem atualização sistemática dos seus planos estratégicos, de metas e de negócios e 37% o fazem sem periodicidade. Outro dado mostra que 26% têm programa de qualidade total ou similar implantado e 33% estudam fazê-lo. ‘‘Um software só vai para o mercado internacional se tiver padrão internacional’’, ressalta a coordenadora do levantamento do Ministério da Ciência e Tecnologia, Célia Joseli.
Se as empresas brasileiras apresentam um bom produto, têm por outro lado dificuldade em colocá-lo no mercado. Outro levantamento feito pela Softex mostra que os clientes das empresas brasileiras apontam como pontos negativos do produto nacional o marketing, a imagem, o design e a inovação. Como pontos positivos, os clientes elogiam principalmente a qualidade, a tecnologia, o atendimento e a criatividade.

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