Pequenos municípios têm baixo índice de emprego formal
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quinta-feira, 30 de dezembro de 2004
Agência Estado 
Rio de Janeiro - Ocupação não-remunerada demais, emprego formal de menos. Essa é a realidade do mercado de trabalho nos pequenos municípios do País, aqueles que têm até 20 mil habitantes, em comparação com as grandes cidades de mais de 500 mil moradores. Como têm grandes áreas rurais, onde há incidência de trabalho para a própria subsistência, 19,1% dos trabalhadores dos municípios de até cinco mil habitantes não recebem salário. Nas grandes cidades, são apenas 1,4%. Esta mesma realidade faz com que apenas 18,3% das pessoas ocupadas nos pequenos municípios sejam empregados com carteira assinada, enquanto nas metrópoles são 44,1%.
Os Indicadores Sociais Municipais divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram maior taxa de ocupação nos municípios com até cinco mil habitantes, com 51% das pessoas de 10 anos ou mais de idade trabalhando. No entanto, esta não é uma boa notícia. O que eleva este índice é a presença de crianças e adolescentes de 10 a 17 anos no mercado de trabalho e também a de pessoas com mais de 60 anos. Entre os mais jovens moradores destes pequenos municípios, 22,5% trabalham. Nas cidades de mais de 500 mil habitantes, são 8,4%. Entre os idosos, 28,9% são ocupados nos pequenos municípios. Nas metrópoles, são 17,6%.
Embora as cidades com até 20 mil habitantes representassem 73,3% do total de municípios brasileiros existentes em 2000, elas concentravam apenas 19,8% da população de quase 170 milhões de brasileiros registrada pelo Censo 2000. A precariedade do mercado de trabalho é um dos motivos que levam os moradores de pequenas localidades a buscarem emprego nas grandes cidades. Apesar das elevadas taxas de desemprego e informalidade nos grandes centros urbanos, a qualidade do emprego é maior.


