"A PEC 241 é apenas um pequeno passo no ajuste fiscal e restabelecimento econômico do Brasil". É desta forma que o deputado federal, Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), que votou a favor da matéria, avalia a movimentação do Governo no controle dos gastos públicos nos próximos 20 anos. Para o deputado, quando a proposta "é vista de forma isolada, acaba gerando análises imperfeitas". "Cada um puxa a brasa pra sua sardinha, como se dinheiro nascesse em árvore para pagar as contas", decreta.

Na opinião de Hauly, a base do governo está com um anseio de fazer "todas as reformas necessárias" para restabelecer a economia nacional. "A PEC 241 é bem simples, benigna, uma ferramenta que fará o governo até demorar a economizar. Como vai manter os gastos públicos estabilizados na inflação, é como se fosse um valor constante. Como administrador público, vejo que o Governo já tem elementos suficientes na Lei de Responsabilidade Fiscal e a Lei 4.320, entre outras legislações para diminuir os gastos desenfreados. Mesmo assim entendeu-se que precisaria de mais este elemento", afirma. "Só o fato do Michel Temer ter assumido e termos o Henrique Meirelles como Ministro da Fazenda, já tivemos um choque de credibilidade e geramos um novo ciclo positivo para o desenvolvimento econômico nacional", complementa.

Junto à PEC, claro, Hauly cita a "mãe de todas as reformas": a tributária. O deputado compara o ciclo econômico brasileiro ao voo da galinha – que decola por dois ou três anos – mas depois vai ao chão, e assim segue num círculo vicioso. "Sem essa reforma, o que foi feito até agora não vale nada. Precisamos conter as despesas, diminuir a taxa de juros, um deficit nominal de R$ 570 bilhões e termos poupança para enfrentar os problemas de infraestrutura nacional, com uma folga orçamentária".

Além disso, o político cita a reforma trabalhista que, segundo ele, tem trazido consequências irreparáveis para a produção, geração de empregos, e sido um limitador de renda para o País. "Quanto mais dificuldades as empresas encontram, perdendo competitividade, mais elas procuram outros países (para se instalar), sem tantas exigências, como Paraguai, Uruguai e Argentina."

Por fim, ele cita as medidas relacionadas à Previdência, com parte já realizada através do fator previdenciário. "Este problema é gigantesco. Há uma previsão que 48% dos atuais servidores públicos do Brasil vão se aposentar nos próximos anos. Esta é uma bomba que terá consequências para toda a população brasileira." (V.L.)

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