Pequeno investidor já pode reservar ações do BB
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domingo, 11 de junho de 2006
Liane Thedim e<br>Patrícia Duarte<br> Agência O Globo 
Brasília - Começa hoje para os pequenos investidores o período de reserva de ações do Banco do Brasil (BB), que estão sendo colocadas à venda por meio de oferta pública. Os interessados poderão investir entre mil reais e R$ 300 mil até o próximo dia 23. Apesar da turbulência vivida pelos mercados financeiros nas últimas semanas, especialistas acreditam que é um bom negócio comprar as ações do Banco do Brasil (BB) que estão sendo colocadas à venda por meio de oferta pública.
Em média, os cálculos do mercado apontam para um potencial de valorização das ações entre 20% e 25% até o fim do ano. Quem optar pelo investimento, no entanto, tem de ter em mente que se trata de uma aposta de longo prazo, como normalmente acontece com as aplicações de renda variável, que têm maiores riscos.
''Comprar as ações do BB é interessante, mas o pequeno investidor precisa saber que esse investimento tem de ser feito pensando num prazo acima de um ano'', afirmou o analista da área de bancos da corretora ABN Amro, José Cataldo, para quem o preço-alvo potencial da ação é de R$ 69.
A venda de 5,5% do capital total do BB é uma tentativa de elevar a liquidez dos papéis no mercado. Caso a soma dos pedidos ultrapasse o montante reservado para a oferta (em torno de nove milhões de ações, ou seja, 20% do total de cerca de 45 milhões de ações que serão vendidas a investidores institucionais), será garantida a compra de até R$ 5 mil por pessoa. Não será possível usar os recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), como aconteceu em outras ofertas públicas de ações, como da Petrobras e da Vale do Rio Doce.
Os especialistas afirmam que, apesar de o BB ter de lidar com a pressão dos créditos agrícolas, nos últimos anos o banco vem conseguindo melhorar sua gestão. Além disso, se beneficia dos juros elevados e das fortes receitas com cobrança de tarifas, característica geral do setor bancário, o que garante bons resultados financeiros.
No trimestre passado, o BB registrou lucro líquido de R$ 2,34 bilhões, 143% a mais que em igual período de 2005, mas o valor foi inflado por uma decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN), que permitiu a incorporação pelo BB de créditos tributários no valor de R$ 1,9 bilhão no trimestre. O lucro líquido no trimestre foi de R$ 938 milhões, 14% maior que o resultado dos primeiros três meses de 2005.
Para o diretor de investimentos da Prosper Gestão, Júlio Martins, a tendência de bons resultados deve permanecer. Ele estima que o potencial de ganho dos papéis do BB é de 20%. O cálculo é um pouco menor do que os feitos para as ações do Bradesco e do Itaú ''entre 25% e 30%'' mas apenas porque estes papéis sofreram mais perdas nas últimas semanas.''Há duas semanas, eu diria que o potencial das três ações (BB, Bradesco e Itaú) eram semelhantes'', acrescentou ele.


