Pequeno investidor foge da Bolsa e assume perda
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2004
Agência Folha 
São Paulo - Assustados com a queda nos preços, os pequenos investidores começaram a vender ações e a retirar seu dinheiro da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). No mês, até o dia 16, as pessoas físicas já sacaram quase R$ 225 milhões da Bolsa. Ou seja, esses aplicadores venderam mais papéis do que compraram. No período, o grupo se desfez de R$ 4,019 bilhões, valor superior às compras (R$ 3,795 bilhões).
Neste mês, a Bolsa entrou em um ciclo de fortes perdas, acentuadas pela crise política no Planalto, que eclodiu na última sexta. Em fevereiro, o Ibovespa, principal índice da Bovespa, acumula queda superior a 3%. No entanto, analistas recomendam cautela neste momento de turbulência do mercado. Eles lembram que as ações são aplicações de longo prazo, ou seja, os investidores devem ter paciência para obter lucros.
''O mercado de ações deve voltar a ser a melhor opção de investimentos em 2004'', afirma Mauro Giorgi, analista da corretora Geração Futuro. Na sua opinião, o cenário de 2004 ainda é positivo para a Bolsa. Ele cita os ''bons'' balanços de 2003 divulgados nas últimas semanas pelas empresas na Bovespa.
Nos fundos de ações, os saques superaram os depósitos em R$ 466 milhões nas duas primeiras semanas deste mês, segundo o mais recente balanço da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid). Já os fundos de renda fixa registraram uma captação positiva (depósitos superiores aos saques) de R$ 1,2 bilhão.
Em janeiro, as pessoas físicas lideraram a participação no volume de negócios da Bovespa com uma fatia de 29,4% do movimento financeiro, superando o percentual recorde de 25,6% de dezembro passado.


