Albari RosaLongo prazoAbílio Peixoto, presidente da Bolsa de Valores do Paraná: perdas serão recuperadas no futuro Quem está dentro não deve sair e quem está fora não deve entrar. Esta é a orientação que corretoras e especialistas em Bolsas de Valores estão dando hoje a pequenos e médios investidores, principalmente aos que não estão vivendo o dia-a-dia do mercado financeiro. Investir neste momento, quando as ações estão em baixa, pode até representar bons ganhos para profissionais acostumados com o mercado de ações, mas pode significar perdas para quem não está acompanhando passo a passo as oscilações.
Se manter quieto neste momento foi o conselho dado tanto pelo presidente da Bolsa de Valores do Paraná, Abílio Peixoto, quanto pelo o diretor da Divalpar Corretora e Distribuidora de Valores, Ricardo da Costa de Moraes Filho. ‘‘Ações é investimento a longo prazo. Quedas de hoje serão recuperadas no futuro’’, garantiu Peixoto.
Durante esta semana os dois acompanharam cada momento de queda e recuperação das bolsas. ‘‘Foi um semana extremamente nervosa para nós e para os clientes’’, afirmou Moraes. Ele contou que vários clientes ligaram preocupados. A orientação a eles foi uma só: manter os investimentos como estavam.
Kraw PenasPrivatizações à vistaRicardo Filho, diretor da Divalpar Corretora: mercado de ações será muito bom no ano que vem
A Divalpar tem pouco mais de 3 mil clientes. Deste total, 500 aplicam diretamente na Bolsa de Valores de São Paulo, através da carteira própria de ações ou dos fundos de renda variável. Considerada a segunda maior corretora cadastrada na Bolsa de Valores do Paraná em volume de negociação, a Divalpar movimentou desde o começo do ano R$ 380 milhões. A maior corretora é a Banestado com um total negociado de R$ 1,3 bilhão, neste ano.
Moraes não acredita numa fuga de pequenos investidores. Ele aposta que a onda vai passar e trazer resultados positivos. ‘‘O mercado de ações será muito bom no próximo ano devido ao calendário de privatizações. As ações das estatais tendem a valorizar bastante’’. O presidente da Bolsa de Valores tem a mesma intuição. ‘‘Estamos muito otimistas para o próximo ano por causa das privatizações’’, disse Peixoto.
Mesmo com a crise, quem investiu desde o início do ano ainda está no lucror. O fundo Divalpar Síntese Ações, por exemplo, rendeu 27,7% de janeiro até outubro. Se a avaliação for feita somente neste mês a queda foi de 13,3%. A queda acumulada da Bolsa é de 24,9%. A poupança tem um rendimento médio mensal de 1%, o que totalizaria 10% de janeiro até outubro.

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