Pequeno investidor aposta no mercado de longo prazo
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 07 de novembro de 2005
Folhapress 
São Paulo - O investidor pessoa física do mercado de ações brasileiro está cada vez mais maduro e menos ''suscetível'' a movimentos especulativos em momentos de tensão, como o gerado a partir de junho deste ano após as denúncias de corrupção envolvendo integrantes do Congresso e do governo.
Dados divulgados diariamente pela Bolsa de Valores de São Paulo mostram que a participação de pessoas físicas nesse mercado tem se mantido acima dos 25% desde maio, chegando em setembro ao pico do ano, com 28,2% do volume de compra e venda de ações.
Para o superintendente de operações da Bovespa, Ricardo Nogueira, o programa de popularização do mercado acionário lançado pela instituição em 2001 está ''rendendo frutos'', com o aumento de ofertas públicas iniciais por parte de empresas e a maior procura por estes ativos do lado das pessoas físicas.
''Com o aumento das ofertas públicas de ações e a tendência de queda dos juros básicos, o pequeno investidor aproveita para diversificar suas aplicações'', acrescentou. De acordo com ele, a participação do pequeno investidor na Bolsa paulista é equivalente a de mercados como o do Canadá e o da Itália. Entretanto, na avaliação de Nogueira, há um limite para o crescimento da participação do pequeno investidor na Bovespa, que deve atingir no máximo de 30% a 35%.
''Para aumentar mais ainda a participação de pessoas físicas seria preciso diminuir os investidores institucionais ou estrangeiros, e não é o que deve ocorrer.''


