Josoé de CarvalhoEspaço industrialJosé Cândido Miller Jr. e Luís Paulo Bombassaro, diretores da Codel: prefeitura oferece 40 lotes subsidiados Pequenos industriais de Londrina já podem contar com um novo espaço físico, de uso coletivo. A Prefeitura reservou 35 mil metros quadrados às margens da Rodovia Carlos João Strass e planeja construir no local um condomínio com estruturas de apoio para a produção industrial.
Toda a área foi doada pela última administração municipal a empresários da cidade que nunca se instalaram nos terrenos. Agora a Prefeitura retoma o espaço para dar impulso à industrialização da Zona Norte, uma das mais populosas do município.
Os diretores da Codel (Companhia de Desenvolvimento de Londrina) José Cândido Miller Jr. e Luís Paulo Bombassaro explicam que depois de oficializar a retomada e alterar o ponto da lei municipal que exige área mínima de mil metros quadrados para a instalação de uma indústria, a Codel entrará em contato com as pequenas empresas e passará a oferecer 40 lotes subsidiados de 450 metros quadrados cada um, já com água, luz e obras de apoio, como administração, cozinha industrial, refeitório, guarita.
A prefeitura deseja saber primeiro quem são os interessados para depois elaborar o projeto de construção e vender o pacote fechado, ou seja, o industrial que assumir a compra do terreno, assume, automaticamente, as benfeitorias, o espaço coletivo.
‘‘Oferecemos um novo conceito de instalação industrial, um modelo que evita a especulação imobiliária e faz com que todos tenham as mesmas condições para produzir em escala, a preços competitivos’’, afirma o diretor de desenvolvimento, Miller Jr.
Além de evitar a especulação imobiliária e facilitar o assentamento de indústrias, a Codel quer agregar novas fontes de renda ao município. ‘‘Vamos projetar, levantar os custos e oferecer a obra como um todo, que é o que interessa ao pequeno industrial, e a Londrina’’, observa Miller.
Ele argumenta que a compra de um terreno no tradicional sistema de loteamento industrial é uma dor de cabeça para o empresário e para o município. O empresário nem sempre consegue fazer o que quer na área, ou o que precisa, e o município nem sempre consegue ver a construção do empresário, por exemplo.
Para se cercar de segurança no lançamento do empreendimento, a Codel vai atrás do industrial exigindo ‘‘alguma história de sucesso’’. O tamanho da área individual é outro ponto importante para que o condomínio dê certo.
‘‘Nem todos precisam de mil metros quadrados para produzir, mas é interessante, a todos, explorar o mesmo espaço físico, a mesma estrutura; o sistema de condomínio sempre é mais barato que o tradicional’’, afirma o diretor técnico Paulo Bombassaro.
‘‘Com um projeto desse também podemos resolver o problema da dispersão das empresas no município, em termos de atividade industrial’’. O técnico diz ainda que a área reservada pela prefeitura faz parte de uma região de pequenos negócios e de mão-de-obra farta.
Na verdade, o que o município pegou de volta - depois de descobrir que a doação não é um bom negócio - são 60 mil metros quadrados no Parque Germano Balan, vizinho ao Parque Industrial José Belinati, na zona norte.
Eram lotes individuais de três e até de 12 mil metros quadrados que a prefeitura achou por bem doar, enquanto um lote comercializado pela Codel custa R$ 15 mil em 18 parcelas fixas, por exemplo. ‘‘Entramos em contato com esse pessoal (pequenos, médios e grandes empresários dos mais diversos ramos) e fizemos o acerto numa boa’’, comenta o técnico da Codel.
Bombassaro fala da existência no local de duas empresas, apenas: uma em construção (Diamond Ltda, bijouterias), em cinco mil metros quadrados; e a outra com projeto de construção (Tektronyx, equipamentos elétricos) em 3,8 mil metros quadrados. A Siam Alimentos Ltda. também desistiu dos seus 21 mil metros quadrados.

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