Em Londrina, um grupo de cerca de 30 pessoas bloqueou a PR-445, nos dois sentidos, sobre o viaduto na divisa com Cambé. Elas representavam o Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos de Londrina (Sindicam) e o Movimento por Amor a Londrina e pelo Fim do Pedágio. O bloqueio durou das 10h30 às 13h30 de ontem. Devido a um acidente grave ocorrido logo após a liberação da pista (leia mais em Geral), a manifestação não se repetiu à tarde e a de hoje também foi suspensa.
"Nossa indignação é contra o pedágio do Paraná, que é o mais caro do País. E também pela cobrança do eixo erguido", afirmou o presidente do sindicato, Carlos Roberto Delarosa. Ele se refere ao fato de as concessionárias cobrarem também pelos eixos que não pressionam o pavimento quando o caminhão está descarregado. Delarosa declara não ser contra a Lei 12.619 e não ter nenhuma relação com o Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC). "Devido ao acidente, suspendemos as manifestações por enquanto", contou.
Integrante do Movimento por Amor a Londrina e pelo Fim do Pedágio, o advogado Jorge Custódio Ferreira disse que a ideia inicial era bloquear também a BR-369. Mas uma liminar da Justiça impede interrupções nas rodovias federais. Segundo ele, a reivindicação do movimento é para que o governo cancele os atuais contratos com as concessionárias, devido "à não realização de obras".
No Paraná, houve bloqueio de rodovias entre Cascavel e Realeza (PR-182), Clevelândia (PR-280) e Guará (PR-364). Em todo o País, foram realizadas manifestações com interrupções de estradas em pelo menos oito estados no segundo dia de protestos. O MUBC promete paralisações até amanhã. (N.B.)

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