Pequenas empresas têm vida curta
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 26 de agosto de 2002
Rosana Félix<br> Equipe da Folha 
Curitiba O número de empresas no Brasil cresceu 6,5% em 2000 em comparação com 1999, totalizando 4,4 milhões de unidades empresariais. Mas de cada 10 empresas criadas no ano passado, 6,45 foram fechadas, segundo o Cadastro Central de Empresas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado ontem. O levantamento também mostra que aumentaram o número de pessoas ocupadas em 4,6%, e o total de assalariados subiu 5,1%.
O salário médio mensal do Brasil caiu de 5,2 para 5 salários mínimos. O órgão contabilizou 337.313 mil empresas no Paraná em 2000, o que corresponde a 7,6% do total das unidades brasileiras. O Estado tem uma população ocupada de 1,9 milhão de pessoas, ou 6,6% do total empregado no País. Os assalariados somam 1,5 milhão no Paraná (6,2%) do total. No Paraná, os salários e outras remunerações pagos pelas empresas somaram R$ 12,2 bilhões em 2000, o equivalente a 5,4% do total desembolsado pelas empresas brasileiras.
No Paraná, o setor de comércio, mecânica de automóveis, objetos pessoais e domésticos é o que mais empregou em 2000, com 509,7 mil trabalhadores. Em seguida vem a indústria de transformação, com 407,8 mil trabalhadores, e o setor público, que emprega 310,5 mil pessoas.
A demografia das empresas mostra que, quanto menor o porte das empresas, maiores são as taxas de natalidade e mortalidade. Entre 1997 e 2000, cerca de 93% das empresas criadas a cada ano ocupam até quatro pessoas. Em 2000, do total de 710.258 novas empresas criadas, 659.364 estavam nessa faixa. Ao mesmo tempo, do total de 457.990 empresas que foram fechadas, 426.856 pertenciam a esse grupo.
As empresas de pequeno porte, que têm até quatro pessoas ocupadas, totalizam 82,1% das empresas do País, mas a participação no total de salários e outras remunerações é de apenas 2,5% e ocupam somente 4,5% do pessoal assalariado. Já as empresas com 500 ou mais pessoas ocupadas correspondem a apenas 0,1% das empresas do País, mas pagam 62,3% do total de salários e empregam 45,6% dos assalariados.


