Rio de Janeiro - Conhecido, muitas vezes, pelo trabalho de grandes empresas como a Native ou a Agropalma, o setor de orgânicos no País, é, na verdade, composto em sua maioria por pequenas empresas. Embora não haja dados certeiros sobre essa área, estima-se que ela movimente por ano R$ 300 milhões, grande parte ainda advinda das exportações. Para se ter uma idéia, o mercado mundial de orgânicos é de US$ 30 bilhões.
''As grandes têm mais que explorar as exportações mas, na nossa visão, as maiores oportunidades para produtos orgânicos estão no Brasil'', comenta Maria Beatriz. ''Se os orgânicos conseguirem pelo menos 10% do mercado que hoje é de produtos convencionais, isso já significará um volume maior do que é o setor de orgânicos na França ou na Holanda.''
Segundo a executiva, as principais oportunidades para quem pretende se embrenhar no mercado de orgânicos estão nas áreas de laticínios (leite, iogurtes e queijos), pães, cereais matinais e frutas, enquanto que a área de hortaliças já se encontra próxima à saturação. Mas, durante a feira, estarão expostos outros orgânicos inusitados, como camarão e cerveja. Entre as participantes estão a GaMa, Native, Agropalma, Ecofarma, King of Palms e Primor Doces. (A.B./AE)

Serviço: BioFach América Latina, de 8 a 10 de setembro, das 9 às 18 horas, no Hotel da Glória. Rua do Russel, 632, Glória, Rio de Janeiro (RJ). Mais informações: www.biofach-americalatina.com.br

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