Pequenas aproveitam brechas das grandes e abrem postos
Curitiba - Em muitas situações, as pequenas surgem do empreendedorismo por necessidade. O economista e conselheiro do Conselho Regional de Economia do Paraná (Corecon-PR), Eduardo André Cosentino, disse que os empregos não têm crescido tanto nas empresas de grande porte porque a tendência nestas companhias é reduzir o capital humano.
Ele destacou que as terceirizações realizadas pelas grandes também têm gerado oportunidades de emprego para as micro e pequenas empresas no País e no Paraná.
A pesquisa do IBGE apontou ainda que a remuneração numa unidade de alto crescimento orgânico é de 2,4 salários mínimos, enquanto numa empresa com dez funcionários ou mais, a taxa é de 2,9 salários mínimos. Em 2010, as empresas pagaram R$ 67 bilhões em salários e outras remunerações.
Dos contratados, 31,5% são mulheres (8,8% a menos do que em relação a 2009) e 91,7% não têm ensino superior (menos 28% na comparação com 2009). Entre as empresas com dez ou mais funcionários, as taxas são, respectivamente, de 34,3% e 89,3%.
Cerca de 70% das empresas de alto crescimento orgânico concentravam-se em 2010 nas regiões Sudeste e Sul. O Sudeste também detinha o maior percentual de empregados (52,9%), mas o Nordeste apareceu em segundo lugar, ocupando 19,7% do pessoal, seguido pelo Sul, com 14,9%. (A.B.)





