Pequena indústria reduz produção mas é otimista para 2º trimestre
Pequena indústria reduz produção
mas é otimista para 2º trimestre
Agência Estado
Arquivo FolhaO que atrapalha?Pequenas e médias empresas dizem que o principal problema do setor é a alta carga tributáriaOs resultados gerais das pequenas e médias indústrias no primeiro trimestre deste ano em relação ao quarto trimestre do ano passado refletem queda na produção, nas vendas e no faturamento, estabilidade no nível de emprego e expectativas favoráveis dos empresários para o segundo trimestre, de acordo com a pesquisa de Sondagem Empresarial da Pequena e Média Indústria, divulgada ontem pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI). O estudo é baseado em informações de 590 empresas que empregam até 500 trabalhadores. A pesquisa nacional apura dados das indústrias de 18 estados.
O percentual de empresas que apresentaram redução no faturamento foi de 74,5%. Este foi o maior percentual de redução na receita apurado em um ano e meio, segundo o coordenador da Unidade de Competitividade Industrial da CNI, Luiz Carlos Barbosa. A queda na produção foi apontada por 45,6% das indústrias. Do total das companhias pesquisadas, 35,4% registraram estabilidade na produção e 19% apresentaram aumento na produção.
A maior parte das indústrias (49,7%) registrou diminuição nas vendas físicas. A estabilidade foi apontada por 30,9% e o aumento nas vendas, por 19,4%. Quanto ao mercado de trabalho, 52,1% mantiveram o mesmo nível de emprego, sendo que 36,8% reduziram seus quadros, acompanhando a queda na produção e a sazonalidade.
Barbosa lembrou que o primeiro trimestre é marcado normalmente por redução no nível de emprego em função da dispensa de trabalhadores que prestaram serviço durante o período de aquecimento da economia pelas festas de fim-de-ano.
Ele destacou que, apesar de o primeiro trimestre ter sido muito fraco para o setor, as pequenas e médias indústrias apresentaram redução do nível de inadimplência no primeiro trimestre deste ano em relação aos últimos três meses do ano passado. O percentual de empresas com empréstimos e contas vencidas caiu de 40,6% no último trimestre de 97 para 28,6% nos primeiros três meses deste ano, segundo apuração do estudo da CNI.
O otimismo dos empresários também teve destaque na pesquisa da CNI. A maioria do empresariado (50%) tem perspectivas favoráveis para as indústria no período de abril a junho. O estudo apontou ainda que apenas 13,3% das indústrias consultadas têm perspectivas negativas para o segundo trimestre. O restante mostrou indefinição quanto a análise dos próximos meses.
A sondagem empresarial indicou ainda os principais problemas enfrentados pelos empresários do setor industrial. A carga tributária foi a recordista das reclamações. Do total das empresas pesquisadas, 17,8% citaram este como o mais grave problema.
A taxa de juros, segundo Barbosa, voltou a ser vista como um obstáculo para as empresas depois da crise asiática, mobilizando 15,2% das companhias pesquisadas. Entraram também na lista dos principais problemas a competição acirrada, a redução das margens de lucro, falta de demanda e falta de capital de giro.





