Arquivo FolhaCerca de 180 marcas estão disputando o consumidor brasileiroO mercado brasileiro de refrigerantes, que vendeu cerca de 10,5 bilhões de litros em 97, vem sofrendo uma gradual mudança, devido, principalmente, ao avanço das chamadas ‘‘outras marcas’’. Essa fatia cresceu de 18,3%, em janeiro de 97, para 25,2%, este ano, segundo os últimos dados do Instituto Nielsen. ‘‘Outras marcas’’ é uma classificação que generaliza a participação de fabricantes fora do grupo das quatro grandes do setor - Coca-Cola (a líder, com 49,4%), Antarctica, Brahma e Pepsi.
Um levantamento da Antarctica mostra que há, pelo menos, 180 marcas disputando essa participação incógnita de outras marcas no mercado. Entre essas outras marcas, há de tubaínas - nome dado aos refrigerantes em garrafas tipo cerveja de 600 ml - a outras bebidas que recusam o rótulo, considerado pejorativo.
O segmento vem sendo engrossado pela participação dos refrigerantes das redes de supermercado, que disputam a freguesia lado a lado com as grandes marcas. A Sendas-Cola, por exemplo, é considerada um caso de sucesso pela terceira maior rede de supermercados do País. Suas vendas ficam em segundo lugar no ranking da Casas Sendas e só perdem para a Coca-Cola, segundo Nelson Sendas, diretor de Compras da empresa. ‘‘Vendemos em média uma Sendas-Cola para três Coca-Cola’’, diz. O xarope para o refrigerante, que terá novo rótulo em 45 dias, vem dos Estados Unidos, informa.
O Grupo Pão-de-Açúcar também informa que, em sua rede em São Paulo, três dos seus quatro refrigerantes lideraram as vendas entre as bebidas de embalagem de 2 litros no verão. O grande apelo dessas ‘‘outras marcas’’ é o preço. Sendas diz que uma garrafa de 2 litros sai, às vezes, por menos de R$ 1.

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