Marcelo AlmeidaApoio aos pequenosArdisson Akel, do ACP e Fernando Fontana, do BRDE, assinam convênio para facilitar empréstimosO Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) firmou ontem um convênio com a Associação Comercial do Paraná (ACP) para atração de micro e pequenas empresas a linhas especiais de financiamento para capital de giro e investimento. O acordo prevê que os empresários apresentem os pedidos de empréstimos por intermédio de associações. Os financiamentos são a juros subsidiados e a taxa é de 5% ao ano, mais a Taxa de Juros a Longo Prazo (TJLP).
Os financiamentos são feitos com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). O fundo repassa dinheiro ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que por sua vez transfere a competência da liberação da verba para o BRDE. Este, finalmente, faz a análise dos projetos e libera o dinheiro.
Acordos semelhantes ao firmado com a ACP foram feitos no ano passado com a Indústria de Alimentos de Londrina, Sindicato da Indústria Moveleira de Arapongas e com as empresas do setor de confecções de Cianorte. Há ainda convênios com a Associação dos Municípios do Oeste e Associação de Desenvolvimento dos municípios de Foz do Iguaçu, Umuarama e Londrina.
Somente em Cianorte, onde o BRDE fez um programa piloto para lançar a linha de crédito, 310 pequenas empresas se credenciaram para receber o dinheiro. Desse total, 250 pedidos foram aprovados. Os recursos liberados somaram R$ 10 milhões. ‘‘Toda empresa com mais de dois anos está credenciada a participar do projeto’’, afirmou o presidente do BRDE, Fernando Fontana. A única exigência é ter um faturamento anual de R$ 650 mil.
Segundo Fontana, a preocupação dos pequenos empresários de ter uma linha de crédito, mas não conseguir reunir condições para a aprovação do financiamento, está descartada. ‘‘Ao contrário de outros financiamentos, esse é acessível à micro e à pequena empresa’’, afirmou. A prova seria o número de empresários que já receberam os empréstimos.
O financiamento é por um período de cinco anos, com seis meses de carência. Um empresário pode financiar até 90% do valor do investimento. As empresas podem ainda se beneficiar do Fundo de Aval do Sebrae, que garante até 50% do valor do financiamento. O empréstimo, para capital de giro e investimento, pode variar de R$ 10 mil até R$ 200 mil por empresa.

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