Os produtos hortifruti apresentaram intensa variação de preços no varejo neste mês. Segundo pesquisa feita por técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral), órgão ligado à Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab), em setembro tiveram seus preços reajustados: alface, alho importado, cebola, pepino, banana nanica, laranja e tangerina. Em reais, o item que mais subiu em preço foi o pepino; uma diferença de R$ 0,35 no preço do quilo.
O custo da beterraba foi o que apresentou a menor redução: R$ 0,56 em um quilo (veja quadro). Os outros produtos que tiveram os seus preços reduzidos: batata, beterraba, cenoura, couve-flor, pimentão, repolho, maçã nacional e uva. Os preços do tomate e do abacate permaneceram praticamente estáveis. O Deral faz esse levantamento todos os meses nos supermercados da região e acompanha os preços dos produtos considerados mais comuns.
Em parte, a baixa de preços de alguns produtos pode ser explicada pelo período de safra, como é o caso da batata. No entanto, é importante lembrar que, hoje, praticamente todos os hortifruti são produzidos durante o ano inteiro. O clima variado existente em todas as regiões brasileiras e o uso de tecnologia contribuem para a produção continuada. Nesse caso, ainda é válida a ''velha máxima'' do mercado: a oferta e a procura. Mesmo produtos não produzidos no Paraná podem ter preços baixos devido ao excesso de produção de outros Estados.
Os itens que tiveram seus preços reajustados - como alface e pepino - foram atingidos pelas oscilações climáticas. A estiagem que atingiu a região durante o mês passado quebrou parte da safra de pepino. A alta de custos da laranja, tangerina e banana é explicada pela entressafra. Com o final do período de produção, naturalmente, os preços têm oscilação positiva.

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