O governo deve voltar a utilizar o PEP - Prêmios de Escoamento do Produto - durante a comercialização de trigo este ano. Isso porque há previsão de que, durante a colheita, haja queda de preços abaixo do mínimo estabelecido de R$ 157,00/tonelada. A Conab já está se preparando para intervir no mercado com o PEP e garantir o preço mínimo.
Outra alteração que será introduzida este ano na comercialização de trigo é que a Conab não vai exigir mais que o produto esteja armazenado em armazém cadastrado ou credenciado. A comercialização será feita via leilões eletrônicos e não vai envolver operações de AGF. Esse detalhe antes complicava a transação, admite o Banco do Brasil. Através do PEP o comprador paga o valor integral ao produtor, transfere o produto e então no prazo de cinco dias úteis recebe o PEP, ou seja, a diferença entre o valor de mercado e o preço mínimo. Dessa maneira o comprador tem interesse em transferir rapidamente o produto.
Para discutir essas alterações e a atuação do governo durante a comercialização de trigo na safra 97, houve uma reunião na Superintendência Estadual do Banco do Brasil, em Curitiba, com a participação da Conab, Ministério da Agricultura e representantes de cooperativas, moinhos e corretoras. O BB pretende intensificar o uso dos leilões eletrônicos para agilizar a comercialização de trigo. No ano passado o sistema de leilão eletrônico comercializou 526 mil toneladas no Paraná, através do PEP.
Segundo a Conab, a política de AGF será restrita aos beneficiários do Pronaf que têm equivalência nos contratos e não têm condições de participar dos leilões eletrônicos. As novidades incluem ainda um prêmio maior para distâncias maiores e possibilidade do moinho comprar o produto em um Estado para ser comercializado em outro.

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