Brasília - Mesmo com o curto espaço de tempo, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, José Lopez Feijóo acha possível construir uma proposta ''combinada'', embora seja mais complexa do que a simples correção da tabela. ''Esse é um assunto que o Congresso vota rápido'', disse. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos afirmou que é contra a manutenção em 2005 do bônus de R$ 100,00 concedido esse ano. ''Não tem nenhuma chance de ser aceita'', adiantou. Essa proposta, no entanto, é vista com bons olhos pela equipe do ministro Palocci, que é não é favorável à concessão de uma correção linear da tabela pela inflação. O temor é com a volta do processo de indexação da economia.
Apesar de o ministro ter negado qualquer relação entre a negociação da correção da tabela do IRPF com a discussão do reajuste do salário mínimo, há uma preocupação no Ministério da Fazenda para que os efeitos das medidas de benefício tributário sejam os mais abrangentes possíveis, atingindo o maior números de pessoas. O argumento é de que apenas uma parcela pequena da população é que paga o IR no Brasil.
Para aumentar a pressão antes do encontro da quarta-feira com o ministro, os sindicalistas iniciam hoje um ''corpo a corpo'' junto aos parlamentares. O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Luiz Marinho, e os dirigentes dos sindicatos filiados à central têm encontro marcado com a bancada do PT no Senado. De 1996 até dezembro deste ano, a defasagem da tabela está estimada em cerca 63,23%. (AE)

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