Penhor de jóias deve crescer 20% neste ano
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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2005
Vera Barão<br>Reportagem Local 
A mais tradicional operação de crédito da Caixa Econômica Federal está atraindo dezenas de pessoas diariamente. O penhor de jóias passou a ser a modalidade de empréstimo mais utilizada com limite de até R$ 50 mil e, o que é melhor, com taxa de juro menor e sem a necessidade de apresentar avalista ou ter o cadastro aprovado. Atualmente, em Londrina, são mais de 15 mil contratos ativos que totalizam R$ 6 milhões. No Paraná, de janeiro para cá foram realizados 72 mil contratos somando R$ 32 milhões.
O gerente de mercado da Caixa em Londrina, José Roberto Mateus, disse que o penhor é a forma mais simples de empréstimo atualmente, exigindo apenas CPF, RG e comprovante de residência. O crédito corresponde a 80% do valor da avaliação da jóia. E a taxa de juros varia de acordo com o valor emprestado. Se for inferior a R$ 300, a taxa de juros é de 2,60%. Acima deste valor, a taxa é de 3,25% mensais com prazos para pagamento em 30, 60, 90 e 120 dias. Passado do prazo, as jóias podem ir a leilão. ''Isso quase nunca acontece porque as pessoas pagam em dia. A inadimplência não chega a 1%'', conta Mateus.
Segundo ele, o limite de valor de empréstimo, que antes era de R$ 15 mil, passou este mês para R$ 50 mil. ''Com esse aumento de limite, esperamos neste ano um incremento de 20% na procura pelo penhor'', acredita Mateus, lembrando que, historicamente, os meses de janeiro e fevereiro são os mais procurados por quem quer fazer empréstimo ''Nessa época tem IPTU, IPVA, material escolar e até algumas contas que restaram das compras de Natal para pagar, por isso acreditamos que este volume seja em razão disso'', avaliou.
A Caixa não exige nota fiscal das jóias para fazer o penhor, até porque muitas são objetos antigos que vêm sendo passados de geração em geração. ''Partimos do princípio de que todos são honestos. Não temos como exigir a procedência'', explicou a gerente de mercado do Escritório de Negócios em Curitiba, Clarice Vosgerau. Para ela, o penhor tem algumas vantagens em relação as demais operações. ''Pela taxa de juro menor, pelo fato de ser avaliada na hora e a pessoa já sair com o dinheiro''.
Na região de Cascavel, a Caixa informa que são cerca de 10 mil contratos somando R$ 4,4 milhões. Em Maringá, são 16,9 mil contratos que totalizam R$ 6 milhões.
O Plano de Expansão da Rede de Penhor, que começou no segundo semestre de 2004, já inaugurou 18 novos postos no Brasil. Até o final deste ano serão abertos mais 85, finalizando a expansão em 2006, quando o penhor terá 415 locais de atendimento. Atualmente são 333 postos no Brasil, os quais fecharam 2004 com R$ 4,1 bilhões em créditos concedidos, com a realização de 9,2 milhões de operações. A estimativa para este ano é realizar 11,2 milhões de operações, oferecendo R$ 4,48 bilhões de crédito.


