A taxa de desemprego registrou leve queda no País em setembro, para 10,9%, ante 11,1% em agosto, segundo dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) divulgados ontem pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socieconômicos (Dieese). A diferença para os números do Ipardes - com índices que chegam a ser duas vezes maiores em alguns casos - é justificado pelas metodologias de pesquisa das instituições. O Dieese acaba sendo mais criterioso no que se trata à pessoa empregada, enquanto o IBGE considera ocupado o cidadão que trabalhou uma hora por semana.
Para o economista do Dieese Paraná, Cid Cordeiro, a novidade é que a geração de empregos continua elevada mesmo com o baixo crescimento econômico do momento e a baixa estimativa do PIB. ''A crise atingiu mais a indústria, enquanto comércio e serviços continuam bem'', declarou.
No mês, o nível de ocupação no País subiu 0,4% nas sete regiões metropolitanas pesquisadas no levantamento. O total de ocupados foi estimado em 20,1 milhões, para uma População Economicamente Ativa (PEA) de 22,5 milhões. A taxa de desemprego recuou no Distrito Federal, passou de 12,6% em agosto para 11,9% em setembro, em Fortaleza,de 9,4% para 8,7%, e em São Paulo, de 11,6% para 11,3%. (V.L./Com Folhapress)

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