O Brasil poderá usar um de seus mais famosos ídolos para melhorar a imagem de seu café na Europa, onde a preferência é pelo produto colombiano. Para enfrentar Juan Valdez, personagem fictício que representa o cafeicultor colombiano, o governo brasileiro estuda a possibilidade de escalar o ministro dos Esportes, Edson Arantes do Nascimento, Pelé. O atleta do século, que chegou a emprestar seu nome a uma marca de café na década de 70, poderá estrelar uma campanha durante a Copa da França, em julho.
Apesar de o Brasil exportar 18,5 milhões de sacas de café anualmente, contra 11,1 milhões da Colômbia, são os colombianos que têm a preferência nos bares e cafés europeus. O Brasil até agora só promove seu café nos portos internacionais, mesmo assim sem publicidade.
A cinco meses da Copa do Mundo da França, o Brasil quer mostrar aos comerciantes e empresários europeus que a Seleção Brasileira de futebol não é seu único produto de exportação. A idéia é resgatar uma antiga estratégia de marketing: ‘‘Brasil, País do Futebol e do Caf钒. O governo já fez várias reuniões com o Fundo Nacional do Café (Funcafé), Embratur e Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República para definir a campanha.
O governo brasileiro não pretende investir pesado na campanha. As iniciativas, acredita o governo, partirão principalmente do setor privado, e, em menor volume, de verbas da própria Embratur e Funcafé. ‘‘O Brasil está interessado em divulgar o café e, para isso, nada melhor do que a Copa do Mundo’’, afirma o secretário de Comunicação Social da Presidência da República, embaixador Sérgio Amaral. Segundo ele, uma das alternativas estudadas é pôr o ministro Pelé como estrela principal da campanha.

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