Peiex projeta maior exportação de empresas londrinenses em 2013
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 08 de abril de 2013
Victor Lopes<br> Reportagem Local 
Exportar é algo possível, mesmo para as micros e pequenas empresas que muitas vezes nem conseguem atender a sua demanda interna. Criar estratégias e solucionar problemas técnico gerenciais para que esse negócio se torne realidade é o objetivo do Projeto Extensão Industrial Exportadora (Peiex), criado em 2009 pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), que atua em parceria com a Fundação Araucária. No Paraná, o programa abrange as regiões de Londrina, Maringá e Curitiba e nos últimos cinco anos atendeu gratuitamente 2,4 mil indústrias de diferentes setores. Na última semana, dentro da programação da ExpoLondrina, o projeto foi apresentado para diversas empresas e entidades no Parque de Exposições Ney Braga.
No ano passado, só na região metropolitana de Londrina, 200 empresas industriais receberam atendimento dos técnicos do Peiex, sendo boa parte delas micros e pequenas, uma característica da região. Cerca de 10% delas passou para uma segunda etapa - um estágio mais avançado - em que recebem um atendimento no Centro Internacional de Negócios dentro da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep). Neste atendimento setorial, as empresas começam a participar de feiras internacionais, missões, rodadas de negócios entre outros eventos já com o foco de exportação dos produtos.
Para 2013, a expectativa é que o número de empresas da região de Londrina com potencial para o mercado externo seja ainda maior. De acordo com o coordenador do Peiex no escritório da cidade, Paulo Bombassaro, 170 empresas serão atendidas este ano (70 já estão inscritas), e ele acredita que pelo menos 17% mostrem este potencial exportador num primeiro momento. "Estamos com uma grande receptividade por parte dos empresários. Nós atuamos fazendo uma melhoria técnico gerencial da empresa focando este viés da exportação. Podemos começar sugerindo pontos bem simples, como uma embalagem ou manual em dois idiomas, por exemplo."
A ideia do Peiex, primeiramente, é aumentar a competitividade da empresa. Portanto, os técnicos extensionistas trabalham desde o fluxo de caixa, passando pelo controle de contas, Recursos Humanos e planejamento estratégico até chegar na área de comércio exterior. Um dos focos recentes do escritório de Londrina foram os Arranjos Produtivos Locais (APLs) de Tecnologia da Informação(TI) e o de bonés, na cidade de Apucarana. "Quanto mais organizado é o segmento, melhor é o resultado para a exportação. Não fazemos distinção para atender micros, pequenas, médias ou grandes empresas", comenta Bombassaro. De forma geral, o coordenador do Peiex salienta que pensar no mercado internacional não é importante apenas para as empresas, "mas também para a economia brasileira de forma geral."
O prazo de atuação do Peiex na empresa é de um ano, com a possibilidade de ser estendido para um segundo ano caso a empresa tenha um real potencial exportador. O monitor do Peiex Londrina, Diego Shiinoki, explica que "é necessário um alto nível gerencial para atingir o nível exportador, e que geralmente as empresas percorrem um caminho de dois a três anos até atingir este objetivo."


