Belo HorizonteO ex-ministro da Previdência, deputado federal Roberto Brant (PFL-MG), afirmou ontem que a tendência entre os pefelistas é decidir mesmo pelo apoio à candidatura de Ciro Gomes (PPS), após a desistência da ex-governadora do Maranhão, Roseana Sarney, de disputar a presidência da República pelo partido. Roseana anunciou sua decisão no último sábado. Brant avalia que o ex-governador do Ceará é o nome preferido pela base e a cúpula do partido.
‘‘A tendência é nessa direção (de apoio a Ciro Gomes) e esta é uma posição muito forte no partido. Ele tem o apoio da própria Roseana, do Antônio Carlos Magalhães (BA), do César Maia (prefeito do Rio de Janeiro), além da preferência quase que unânime da bancada. O partido não vai tomar uma decisão que contrarie a maioria. Temos de valorizar agora a união partidária’’, disse Brant, que acredita que a resistência do presidente do PPS, Roberto Freire, à aliança, deverá ser contornada.
O PFL deve definir os novos rumos do partido na próxima quinta-feira, quando a executiva nacional da sigla se reúne e o Supremo Tribunal Federal (STF) julga um recurso contra a decisão que vinculou as alianças estaduais à disputa presidencial, a chamada verticalização das coligações. Brant vem sendo cogitado para compor como vice na eventual chapa com Ciro Gomes.
Segundo ele, a reaproximação com pré-candidato tucano, José Serra, ‘‘é uma hipótese que não existe’’. O deputado considerou como ‘‘vozes isoladas’’ a defesa de pefelistas de uma reaproximação com o PSDB. ‘‘O único que falou nisso foi o Jaime Lerner (governador do Paraná). Nem o vice-presidente Marco Maciel defendeu essa posição dentro do partido.’’

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