Pedro Ribeiro (Livre Iniciativa)
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Os Juros sobre juros que fazem
os contribuintes de bobos
Eleonora Bonato Fruet, do Corecon Paraná, foi profunda e brilhante em sua análise sobre a cobrança do IPTU (em Curitiba) e IPVA (no Paraná). Segundo ela, o modelo adotado pelo governo na cobrança desses impostos é o do regime de capitalização composta com periodicidade irregular, ou seja, juros sobre juros que, em prazos superiores a 30 dias, sempre proporcionam retornos maiores ao credor que no regime de capitalização simples. Fruet revela que as taxas de juros praticadas chegam a ser superiores às cobradas por algumas lojas de eletrodomésticos e no caso do IPVA supera em vários pontos percentuais a taxa de juros mensal cobrada em empréstimos pessoais pelas instituições financeiras. A situação torna-se mais lamentável ainda quando se compara com as projeções de inflação (em torno de 6% em 2000), com a meta da taxa Selic (atualmente cotada em 19% a.a), com a remuneração da poupança (rendimento médio de 0,8% a.m) ou mesmo de fundos de renda fixa. Jamais chegaremos a taxas tão altas, sustenta a economista. Sempre que temos oportunidade, acompanhamos os trabalhos desenvolvidos pela ex-presidente do Corecon e não são raras as vezes em que podemos informar, ao leitor da Folha, as barbáries que cometem com o contribuinte. No caso acima, o cidadão que não tem como pagar estes impostos à vista será penalizado com uma taxa de juros a qual nenhuma aplicação de renda fixa consegue remunerar. Em resumo, mais dinheiro aos cofres do governo. Para Eleonora Fruet, a chamada bonificaçãoconcedida pelos impostos nada mais é que um instrumento de marketing financeiro, ferramenta de apelo comercial, que oculta o efetivo desembolso que o consumidor realiza. Ela explica: quando o comércio anuncia juro zeroou o governo anuncia uma bonificação, está embutido no cálculo o custo financeiro do capital sempre baseado no preço à vista, seja de uma compra pechinchada ou de uma antecipação de imposto. Não existe distinção entre a engenharia que o setor privado pratica e que o estado e o município estão praticando, fulmina a economista.
Desvio de recursos
Deputado Luis Roberto Ponte denuncia. Os recursos da caderneta de poupança desviados pelos agentes do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) para aplicações fora do financiamento da casa própria já totalizam cerca de US$ 30 bilhões, o que seriam suficientes para a construção de 1 milhão de novas habitações, permitindo reduzir em quase 20% o déficit de moradias do Brasil.
Escárnio
Na década de 60, quando o SFH foi criado, todo o dinheiro captado através da caderneta de poupança destinava-se ao financiamento imobiliário, à exceção de um volume de aproximadamente 15% que ficava retido no Banco Central para atender eventuais emergências. Hoje, a determinação legal é de que apenas 60% dos depósitos sejam aplicados no setor, mas na prática, há agentes direcionando até menos de 40% dos depósitos para esta finalidade. O governo sabe e faz vistas grossas.
Cio da terra
A crescente fuga do homem do campo para os grandes centros e até mesmo nas áreas urbanas de pequenas cidades, levou o prefeito de Guarapuava, Vitor Hugo Burko, a lançar o programa Cio da Terra. Em 1950, 11% da população do município residia na área urbana. Pouco mais de 20 anos depois, a ocupação urbana atingia mais que o triplo, ou seja, 39%. Há menos de 10 anos, a proporção de moradores na zona urbana continuou crescendo, passando para 73%. Hoje, apenas 1,5% da população de Guarapuava está residindo na zona rural.
Fincando raízes
Francisco Essert, da Colônia Entre Rios, próxima a Guarapuava, e secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, explica que o objetivo do programa Cio da Terra é manter o homem no campo e provar que nossa maior vocação ainda é a agropecuária, que pode gerar empregos e renda e impulsionar o desenvolvimento do município. O programa é formado por 11 projetos que buscam abranger e ampliar as alternativas de produção das pequenas propriedades rurais. Integram produção, comercialização e agroindustrialização das pequenas propriedades.
Varejo no mundo
A consultora americana Alice McCord, especialista em varejo e desenvolvimento gerencial, desembarca em Curitiba quinta-feira, para falar, a convite do Shopping Curitiba, sobre os fatores que estão modificando o varejo no mundo e as principais tendências no setor.
Estratégias da Basf
Rolf-Dieter Acker, presidente do grupo Basf estará em São Paulo dia 12 de abril, para uma palestra no Fórum de Comunicação Empresarial. Apresentará as estratégias e as ações de comunicação da empresa para o Brasil. Será no auditório da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
Parcerias
Governador Jaime Lerner, empresários Saul Raiz e Jacques Rigler. Parceria da iniciativa privada com governo para a revitalização da Rua das Flores.





