Pedro Ribeiro (Livre Iniciativa)
Pedro Ribeiro Livre Iniciativa Informações para esta coluna pelo e-mail [email protected] ou pelo fax (041) 253-3692. Na riqueza e na pobreza... O mundo dos números é realmente muito engraçado. Enquanto a inadimplência e a recessão tomam conta do mercado brasileiro e afastam os investidores, nos Estados Unidos é justamente o excesso de dinheiro no mercado que está fazendo as bolsas caírem. O anúncio de que o crescimento na economia americana em 1999 foi de 7% assustou os investidores que estão de olho no futuro. Eles acreditam que o aquecimento da economia pode fazer com que o consumo excessivo gere pressões inflacionárias. O temor não é sem fundamento, até mesmo Alan Greenspan, presidente do Fed (banco central americano) já deu várias declarações alertando para o perigo. E não é à toa que os investidores estão preocupados, no ano passado, os EUA criaram riquezas no valor de aproximadamente US$ 530 bilhões, valor apenas um pouco menor que o PIB brasileiro, que é de US$ 555 bilhões e corresponde a tudo que o País produz em um ano. Bandejão Mas se os lucros dos americanos são motivo de orgulho e preocupação, para o presidente Fernando Henrique Cardoso tanta prosperidade está sendo conseguida às custas do penar de muitas nações. FHC relaciona as políticas protecionistas norte-americana e européia à fome na América Latina. Ele lembra que as barreiras aço e à laranja produzidos no Brasil, por exemplo, têm como consequência o desemprego e diminuição na condição de vida dos brasileiros. Mão única Embora se fale o tempo todo de globalização, o processo está cada vez mais se tornando um sistema de mão única. Enquanto engolimos tudo o vem dos Estados Unidos e Europa com farinha, o governo americano, por exemplo, impõe sobre taxas aos produtos brasileiros e mantém restrições que dificultam as importações de tudo o que é produzido no Brasil. Ironia Esta semana, o governo norte-americano divulgou um relatório de 52 páginas sobre Direitos Humanos avaliando a condição de vida dos brasileiros. O documento ressalta que existem 2,9 milhões de crianças trabalhando e que 21 milhões de brasileiros vivem na pobreza. Embora queira esquivar-se, o governo brasileiro obviamente tem suas responsabilidades sobre estes números, mas é muita cara-de-pau dos Estados Unidos ficar estampando páginas e mais páginas sobre os Direitos Humanos dos países que explora há anos e pelos quais não têm o menor respeito. Ricos e pobres Mas a falta de ética dos Estados Unidos não fica por conta apenas nos países menos desenvolvidos. O governo brasileiro pretende incluir o País como parte interessada em uma manifestação que o Japão enviará à OMC (Organização Mundial do Comércio) contra as restrições dos EUA. Atletas do trabalho Setenta mil. Este é o número de oportunidades de emprego para estrangeiros nos Jogos de Sydney. Todas essas vagas são remuneradas, e, em alguns casos, passagens, moradia e alimentação serão bancadas pela empresa responsável pela contratação. Há também vaga para os voluntários. O Socog, comitê organizador dos Jogos, estima que serão necessários pelo menos 50 mil voluntários para a última Olimpíada do século. É certo que muitos deles já foram recrutados, mas ainda há vagas remuneradas e voluntárias, segundo a Adecco, uma das consultorias autorizadas a selecionar mão-de-obra olímpica. João Bobo E a história sempre a mesma. Depois de autorizar o aumento dos combustíveis, o Ministério de Minas e Energia jura de pés juntos que vai pedir a punição dos postos de combustíveis que praticarem preços abusivos. O mais engraçado é que se fala em multa de até R$ 3,3 milhões para quem praticar preços abusivos, mas ninguém tocou no principal ponto que preocupa o consumidor, a adulteração dos combustíveis, para a qual não se ouve falar nem em fiscalização. Locução de rádio Curso de Locução da Socipar estimula o debate e revive a história do rádio, além de ensinar impostação vocal e dicção. A iniciativa deve movimentar possíveis candidatos ao próximo pleito eleitoral e mesmo empresários que, de certa forma, não tem intimidade com a fala em público. A Socipar abre inscrições também para cursos sobre noções básicas de protocolo público e empresarial. De mudança A Federação do Comércio do Paraná acaba de mudar de endereço: está na rua Visconde do Rio Branco, 931. Os números de telefone e fax continuam os mesmos: 222-2288 (tel) e 224-2386 (fax). A Federação inaugura também sua página na internet www.fecomercio.com.br, abrindo um canal mais rápido de comunicação com os sindicatos filiados e empresários. Celular na serra A TIM garante: os clientes que se deslocarem para o litoral, durante o período de carnaval, poderão utilizar o telefone celular sem qualquer problema. A empresa está concluindo as obras de expansão da infra-estrutura ao longo da BR 277 - Curitiba - Litoral. Estão sendo implantadas cinco novas Estações Radio Base (Erbs), equipamentos e torres responsáveis pela transmissão do sinal celular em vários trechos da rodovia.





