Pedro Ribeiro (Livre Iniciativa)
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Prepare o bolso. Vem chumbo grosso
Quem já achou o Imposto Predial e Territorial Urbano cobrado pelas prefeituras paranaenses caro neste ano, se prepare desde já para 2001. Acontece que no atual exercício, a alíquota sobre os imóveis é diferenciada, entre 1 a 5% do valor venal. Assim, um conjunto comercial em Curitiba, por exemplo, paga em torno de 5%. Uma residência em bairro mais sofisticado, em torno de 2%. Já, no próximo exercício, acaba a alíquota diferenciada. Uma decisão do Supremo tribunal Federal alinha a cobrança em 3%. Promove, assim, um reforço de caixa em todos os municípios, ao mesmo tempo em que aumenta a sangria no bolso do contribuinte.
Conta do BB
A paranaense Master, de Antoninho de Freitas, perdeu a conta de R$ 90 milhões, do Banco do Brasil. Até aí, nenhuma novidade, por se tratar de concorrência no livre mercado da publicidade brasileira. Acontece, que a empresa que ganhou, a Grotera, está intimamente ligada ao governador paulista, Mario Covas. Também não vemos problemas a não ser político -Paraná, São Paulo, guerra fiscal, retaliações, etc. O que é estranho, no entanto, é que uma empresa como a Grotera ter sido melhor classificada que a Fischer, a Denison BR e a própria Master, no item capacidade de atendimento, que exige infra-estrutura e recursos logísticos. Aí, há controvérsias. A Master continua ancorada no Ministério da Saúde, onde a conta é de R$ 25 milhões ao ano.
Donos da bola
Ainda no meio publicitário, a autofagia não perdoa. O ministro paranaense, Rafael Greca, foi buscar em Santa Catarina e na Bahia, agências para cuidar da gorda conta do Ministério do Esporte e Turismo. O time do PFL invadindo a área. Com fome de bola.
Avanço empresarial
A classe empresarial paranaense ocupa cada vez mais seu espaço. Segunda-feira, em Ponta Grossa, a Associação Comercial e Industrial local assinou convênio que leva a Fundação Getúlio Vargas ao município, através dos produtos oferecidos pelo Instituto Superior de Administração e Economia, a unidade da FGV instalada no Paraná. E, para não perdeu tempo, já lançou um curso de pós-graduação em Gestão Empresarial. Ao mesmo tempo, a ACIPG está promovendo a campanha para que o município consiga atingir 200 mil eleitores até o pleito de outubro.
Banda C
Com a entrada da banda C no mercado de telefonia móvel, o Brasil deve aumentar o número de celulares em funcionamento de 14,5 milhões para 40 milhões até 2005. Isso porque com o aumento da concorrência é provável que os preços caiam e que as pessoas venham a utilizar mais o produto. A estimativa é que em cinco anos a banda C venha a representar 20% do mercado de telefonia móvel. Atualmente, apenas 9% da população brasileira tem telefone celular. Em Portugal, 50% da população tem celular, e na Finlândia esse número sobe para 80%.
Diferença na linha
Segundo o gerente-geral de Informática e Comunicações da Siemens, Yuri Sanches, um dos fatores que impedem o avanço da telefonia móvel no Brasil é o alto custo. O minuto de ligação em telefone celular é treze vezes mais caro que o minuto num telefone de linha fixa. Em países desenvolvidos o minuto de ligação em telefone celular é o triplo do preço do minuto em telefone convencional.
Choque
Os reajustes no setor de energia foram de 324,25% além da inflação entre 95 e 99. Isto para a parcela da população que utiliza menos eletricidade e que tem menor renda. Segundo dados do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), para os grandes consumidores houve uma queda de custo de 16%. A diferença se deu basicamente pela suspensão de subsídios.
Fora de linha
A telefonia também observou grandes aumentos nos últimos anos e, segundo o Idec, surpresas desagradáveis ainda estão por vir. A assinatura básica, por exemplo, pode ter reajustes de 82,30% acima da inflação até 2005 se o índice aplicado seguir dentro dos observados nos últimos tempos.
Investimento
O setor de consórcios vem registrando crescimento expressivo nos últimos anos. Nos últimos três anos, a venda de imóveis por consórcio cresceu 80%, segundo dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac). Para o ano 2000, a expectativa é de aumento de 25%. Apenas o consórcio de veículos novos e usados deve crescer de 10% a 12%, este ano.
Na média
Embora Porto Alegre seja a cidade que melhor reflete o custo de vida médio do Brasil, Curitiba não está muito longe disso. O custo de vida na capital paranaense está muito perto dos índices gaúchos. Enquanto isso, viver em São Paulo é cerca de 20% mais caro do que em Curitiba, segundo uma pesquisadora da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).
Fora de padrão
Apesar de Recife e Salvador estarem entre as regiões metropolitanas mais pobres do país, elas possuem um custo de vida próximo do existente em Porto Alegre e Curitiba, regiões mais desenvolvidas e com indústrias importantes. Belo Horizonte é a cidade que mais surpreende. Além de rica e com um crescente pólo industrial, ela está entre as regiões mais baratas para se viver no Brasil.
Rédea curta
O Brasil está seguindo à risca as ordens do FMI. O resultado das contas do setor público consolidado (que inclui Estados, municípios e empresas estatais) no ano passado foi superavitário em R$ 31,098 bilhões (ou 3,13% do PIB, Produto Interno Bruto). Este superávit é consequência de um saldo positivo de R$ 29,082 bilhões do governo central e de um superávit de R$ 2,016 bilhões dos governos regionais. Esse resultado supera em R$ 913 milhões o valor estimado com o FMI (Fundo Monetário Internacional), de um superávit primário de R$ 30,185 bilhões para o ano de 1999.
Déficit
Mas se as contas públicas milagrosamente conseguiram superar as expectativas, a balança comercial continua decepcionando. A balança comercial brasileira registrou um déficit de US$ 34 milhões de 14 a 20 de fevereiro, comparado com um déficit de US$ 94 milhões em janeiro, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O resultado equivale a exportações de US$ 945 milhões e importações de US$ 979 milhões na terceira semana de fevereiro.





