Pedro Ribeiro (Livre Iniciativa)
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Fábrica de motonetas no Paraná
Edson Vaz Musa. Empresário, ex-presidente da Rhodia do Brasil, dono da Caloi. Diretor da EVM Empreendimentos, presta consultoria a fundos de pensão no Brasil, Estados Unidos e Europa, onde também mantém residência na França. Musa, de braços dados, recepcionou o governador paranaense em Paris, durante os dias em que Jaime Lerner assinou contrato com a Renault para a construção de uma nova fábrica de veículos no Paraná. Nos pareceu bastante clara a intenção de Musa em trazer novos investimentos para o estado. O primeiro deles seria a própria Caloi, que poderá fabricar motonetas.
Pedra da Cisa
Será lançada amanhã, em Araucária, Região Metropolitana de Curitiba, a pedra fundamental da Cisa, que produzirá 350 mil/t de aço galvanizado a partir de 2002. Os investimentos estão estimados em US$ 250 milhões e a nova fábrica deverá gerar 1.500 empregos diretos e indiretos.
Turismo investe
O setor de turismo captou em investimentos do exterior, em 1999, mais de US$ 60 milhões destinados às áreas de hotelaria e recreação. Dados do Banco Central confirmam a situação: 60% dos investimentos externos feitos no Brasil são dirigidos a serviços, enquanto apenas 40% vão para a indústria. Historicamente, ocorria o inverso. Os números são da Federação Nacional de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares.
O Sul da RBS
A empresa gaúcha de comunicação RBS está fazendo uma varredura nos estados do Sul. Acaba de fechar negócios com o Grupo Inepar e assume a Net de Blumenau e Londrina. E não descarta a compra de um veículo de comunicação no Paraná. Em abril, a RBS estará lançando, no Rio Grande do Sul, seu quinto diário no Sul do País. E até o final do ano a empresa também deverá ingressar no mercado paranaense, com a aquisição de um título já em circulação ou o lançamento de um novo. Quem garante é o próprio diretor-presidente da empresa, Nelson Sirotsky.
Compras Online
O que poderá acontecer com o Brasil nos próximos anos em se tratando de comércio online? Sabemos que a compra Online pelo consumidor está crescendo e rapidamente ganhando aceitação em países como Estados Unidos, Inglaterra, Canadá, Austrália, França e Itália. O Brasil tem características de tendência de compras que seguem a maioria desses países, principalmente os Estados Unidos.
Atividade principal
Nos Estados Unidos, segundo pesquisa da Ernst & Young, um número significativo de consumidores (34% dos lares) estão Online e metade destes lares (17%) se tornaram compradores Online. Se esta poderosa tendência continuar, as compras Online podem se tornar uma atividade principal nos próximos 12 a 18 meses.
Homens x mulheres
Nos EUA, a pesquisa revelou um empate entre compradores homens e mulheres. Em outros países, os homens são maioria. Por enquanto. Em seu relatório, a Ernst & Young descobriu que os consumidores estão fazendo um número bem maior de compras Online. 39% dos compradores fizeram 10 ou mais compras durante os últimos 12 meses nos EUA.
Gastos
Os consumidores também estão gastando mais. Os compradores Online americanos gastaram uma média de US$ 1.205,00 em 1999 - o quadrúplo dos US$ 280,00 que gastaram em 1998. Segundo a pesquisa, 48% dos compradores Online americanos gastaram mais de US$ 500,00 em 1999, contra 19% em 1998.
Cardápio
Hoje, as categorias mais populares são as de livros, CDs e produtos eletrônicos de consumo. Na Inglaterra, Itália e Austrália, os livros são as categorias mais popular. Nos Estados Unidos, os consumidores estão começando a se aventurar por mais categorias, incluindo roupas e remédios.
Crescimento
De acordo com a pesquisa, o varejo Online irá continuar com seu rápido crescimento nos próximos anos. Consumidores que hoje não compram irão se juntar às estatísticas, aumentando consideravelmente as vendas. Um número extraordinário de 79% de consumidores que não compram Online hoje planejam fazê-lo nos próximos 12 meses nos EUA.
Números futuros
A previsão é de que no ano 2002, os consumidores Online americanos irão gastar 1/3 do total em compras pela Internet. Atualmente, os gastos atingem 15% do total na Web e este número irá dobrar para 36%. Esta tendência será imitada pelos consumidores italianos, que também irão dobrar seus gastos via Internet. Os números atuais irão triplicar no Canadá, Austrália, França e Inglaterra.





