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O verdadeiro responsável pelas cifras do Brasil
O PIB (Produto Interno Bruto) de 1999 cresceu 0,82% com relação ao ano anterior e o grande responsável pelo aumento foi o setor agropecuário, que registrou crescimento de 8,99% no ano passado. O setor de serviços registrou aumento de 1,07%, enquanto que a indústria recuou 1,66%. Embora a agropecuária tenha sido colacada para escanteio pelo governo federal, que pouco se mexeu para incentivar o setor, ela mostra que ainda faz parte das bases que sustentam o País. Mas, enquanto a divulgação do PIB de 99 animou o mercado, fazendo as bolsas movimentarem em alta ontem, as perspectivas de crescimento de 4% em 2000 já estão sendo consideradas otimistas demais. As projeções mais realistas aponta para um PIB entre 2,9% e 3% no ano 2000. É realismo demais para um governo que não acredita que a agricultura ainda é responsável pelas maiores cifras do País.

Estradas do mundo
Todas as estradas de praticamente todos os países do mundo - inclusive as ‘‘panelas’’ brasileiras - estão desenhadas no Technocentre, a mini fábrica de veículos da Renault, em Paris. Ali, técnicos e engenheiros construíram 20 quilômetros de estradas - boas e ruins - para testar os veículos de acordo com o local onde vão rodar. Mais de 8 mil funcionários e 2 mil fornecedores fazem parte do complexo de 700 salas de trabalho e 8.500 mesas, com 1.500 laboratórios. O Technocentre é a ‘‘menina dos olhos’’ da Renault e a meta de 4.500 pessoas, que trabalham em cinco projetos diferentes, é a de reduzir de 36 para 24 meses o prazo para o desenvolvimento de um veículo. A Renault investiu US$ 900 milhões no centro para economizar US$ 170 milhões que gasta no desenvolvimento de cada novo veículo.

Logística
O presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), José Carlos Gomes Carvalho oficializa, hoje, mais uma empresa no Paraná. A OTM Paraná Serviços de Logística Ltda, que prestará atendimento a empresas do eixo Sul para todo o País. A OTM é de propriedade de José Carlos Gomes Carvalho e Osvaldo Moreira Douat, ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc). Dois grandes clientes já figuram na lista da OTM: Cônsul e Souza Cruz.

Carros importados
A venda de veículos importados deverá ter um aumento de 10% este ano. A previsão é do presidente da Acavipar, empresário Adeodato Volpi Júnior (foto). Sua expectativa é baseada na própria conjuntura econômica do País que sinaliza com um crescimento de 4% ao ano, segundo economistas do governo. O consumidor começa novamente a pensar no carro importado, diz Volpi Júnior, que espera um incremento de 20% na comercialização de automóveis BMW, através da empresa que dirige, a Euro Import, de Curitiba. No ano passado a concessionária vendeu 110 veículos novos e, este ano, espera vender 140. Se esta previsão se concretizar ‘‘terminaremos o ano bem. Não feliz, mas sem recorrer a papagaios’’, disse.

Obrigatoriedade
O Banco do Brasil avisa que estará recebendo a Relação Anual de Informações Sociais (Rais) ano base 1999 somente até o dia 24 de março. A Rais tem por objetivo viabilizar o pagamento do abono salarial (PIS/Pasep) aos trabalhadores com renda média mensal de até dois salários mínimos e gerar informações estatísticas ao governo federal sobre o mercado formal de trabalho. É bom lembrar que a declaração é obrigatória para todas as empresas.

Recuperação fiscal
A Consult e a Maran Gehlen & Advogados Associados realizam, dia 15 de fevereiro, no Cietep, seminário sobre o Programa de Recuperação Fiscal - Refis. Este programa visa equacionar o problema da inadimplência fiscal mas ainda precisa ser bastante discutido.

Loyola na ADVB
As expectativas otimistas que tomam conta da economia brasileira será o tema da palestra a ser proferida dia 15 em Curitiba, pelo ex-presidente do Banco Central, Gustavo Loyola. A promoção do evento tem a assinatura da ADVB Paraná.

Bombom com cartão
O brasileiro está usando mais o cartão de crédito. O número de transações no mês de janeiro (72,8 milhões) cresceu 10,6%, em relação a janeiro de 1999 (65,8 milhões), no entanto, o volume financeiro aumentou apenas 2,6% no mesmo período (R$ 3,6 bilhões em janeiro passado, contra R$ 3,5 bilhões em janeiro de 1999). Os dados são da Abecs (Associação das Adminstradoras de Cartões de Crédito). Os números revelam que o cartão está perdendo o ‘‘status’’ de ser usado apenas para as compras de grande valor.

Picaretagem regulamentada
No Brasil, regulamentação está se transformando em mecanismo para legalizar atos ilícitos, sobretudo quando o governo admite que não tem competência para fiscalizar e exterminá-los. Entre mil casos que poderiam ser citados, o último, sobre a regulamentação do nepotismo (emprego de familiares em cargos públicos de confiança), não conseguiu passar sorrateiramente – como muitos outros – sem escandalizar.

Matemática do poder
Todos entendem as boas inteções do presidente da Câmara, Michel Temer, em regulamentar o nepotismo como forma de diminuir a quantidade de ‘‘parentes’’ nos ‘‘bastidores do poder’’. No entanto, é difícil de acreditar que, ao limitar em dois o número de familiares que poderiam ser contratados pelos representantes públicos, o problema iria ser resolvido. Afinal, se enquanto a prática é proibida a média é de 15 parentes contratados por político, se o nepotismo for regulamentado, provavelmente esta média subirá para 17.