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Jaime Lerner apenas cumpriu seu trabalho
Ao ganhar o primeiro ‘‘round’’ da guerra fiscal contra seu colega paulista Mário Covas, que jogou a toalha e recuou na retaliação aos produtos paranaenses, principalmente do setor de embalagens, o governador Jaime Lerner (foto) apenas fez o que os paranaenses querem, ou seja, trabalhar pelo desenvolvimento e crescimento do estado. Mas não se credita somente a Lerner a responsabilidade pela revogação da posição de Covas. Na semana passada, o executivo Valter Schauke, diretor da Dixie-Toga, tentou uma audiência com Covas e não conseguiu. O governador paulista não se interesseou ou não fez uma análise mais apurada sobre o teor da pauta proposta à discussão. Procurou o secretário da Fazenda do Estado de São Paulo, Yoshiaki Nakano, e apenas o lembrou que a Dixie é a maior contribuinte de ICMS do setor de embalagens de São Paulo. Como retaliar uma empresa que é a maior contribuinte de impostos?

Renault e Cisa
Lerner deixa o ‘‘chorão’’ de lado e embarca hoje para Paris, onde assinará acordo com a Renault para a construção de mais uma Fábrica em São José dos Pinhais. Retorna às pressas para, no dia primeiro, participar das solenidades do lançamento da pedra fundamental da CISA em Curitiba.

Idéia negativa
Covas fica curtindo uma tremenda dor de cabeça, depois de ver a pesquisa DataFolha, onde mostra que 64% dos moradores de São Paulo deixariam a cidade se pudessem e 73% dos paulistanos associam a capital paulista a uma idéia negativa, como cáos, violência, enchente e trânsito confuso.

Tributar no consumo
No embalo da reforma tributária, o governador paranaense defende a tributação do ICMS no consumo e não na produção. Lerner não é o único e sim, uma tendência nacional. Mas é, com certeza, mais um pizão no pé de Covas, pois São Paulo recebe muito mais tributos na produção, embora seja, também, o maior consumidor.

Em casa
‘‘Imposto deve beneficiar o estado onde o consumidor mora’’, defende Lerner. A tributação do ICMS no consumo é normal em todo o mundo e só o Brasil está na contra-mão, observa o secretário do Planejamento, Miguel Salomão. O Paraná produz mais, mas não gera mais ICMS nessa ponta, explica, ao lembrar que São Paulo ganha muito mais no princípio da origem.

Resposta rápida
A sociedade e os empresários estão cumprindo seu papel. Desde que a Folha do Paraná/Folha de Londrina sugeriu a criação do Fórum de Usuários das Estradas, a resposta foi imediata. Ontem, depois de receber várias manifestações de apoio à idéia, o senador José Eduardo de Andrade Vieira, diretor-superintendente da empresa, disse que ‘‘ o ganhador da licitação do pedágio deveria ser quem oferecesse o maior volume de obras por um preço de pedágio menor, reduzindo, assim, o famigerado ‘‘ custo Brasil’’ e não pelo critério adotado de quem paga mais, que acabou sendo o usuário e não o licitante’’.

Fazendo escola
Da greve dos metalúrgicos que trabalham nas fornecedoras de peças para a Audi/Volkswagen, observa-se também, além da própria reivindicação salarial, que as lideranças fizeram escola no ABC paulista. Quem reaje é o presidente do Sindipeças, Benedito Kubrusly, que os chama de retrógrados. Os 1.200 metalúrgicos voltaram ontem ao trabalho.

Sem isenção
A sétima vara da Justiça Federal de Brasília acaba de suspender a isenção da Contribuição Sindical das micro empresas inscritas no SIMPLES. A decisão é abrangente e atinge a todo o território nacional.

Conta da Masisa
A conta publicitária do complexo industrial chileno Masisa Brasil Ltda, em fase de implantação em Ponta Grossa, acaba de ser conquistada pela Fischer América Heads. O grupo chileno, líder latino-americano na produção de painéis de aglomerado MDF - Medium Density Fiberboard, está investindo R$ 130 milhões na unidade paranaense.

Tafisa responde
Em Piên, a Tafisa, informa que a falta de MDF, anunciada por fábricas de móveis do interior do Paraná, no mês de dezembro, não reflete a realidade do mercado moveleiro do Paraná. Palavras do diretor de marketing da empresa, Carlos Ador, ao afirmar que o uso indevido do produto e a falta de planejamento dos novos fabricantes provocaram um aumento significativo no consumo.

Troco do Banestado
Cifras e mais cifras derramam sobre o processo de privatização do Banestado. Não se culpa, aqui, esse ou aquele governo. Mas, quando o assunto envolve rombos financeiros, a matemática parece fazer joguinhos de lógica, ou melhor, ‘‘ilógica’’. Muito boa a notícia de que a privatização do Banestado poderá render até R$ 600 milhões ao cofre paranaense. No entanto, quando se frisa que o governo federal já gastou R$ 4,5 bilhões para cobrir as dívidas da instituição os tão cobiçados R$ 600 ficam mais com cara de ‘‘troco’’.

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