Pedro Ribeiro (Livre Iniciativa)
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Enquanto não sai a tal Reforma Tributária...
Mexe, reestrutura, altera, analisa, vota... E o sistema tributário brasileiro continua com o título de mais complexo do mundo, com uma das maiores cargas tributárias. Somando-se impostos, taxas e contribuições, são 59 tributos no País. Como resultado disso temos empresas com orçamentos cada vez mais onerados pelos impostos e produtos com preços exageradamente acima do valor real. Afinal, alguém tem que pagar esta conta. Às vezes ficamos bitolados apenas nos tributos que nos atingem diretamente, como Imposto de Renda, IPVA, IPTU e CPMF que logo deve ser transformada em IMF (Imposto sobre Movimentação Financeira) , mas devemos ficar atentos para o que o governo planeja com relação ao ICMS, PIS, Cofins... Tudo vai sair do nosso bolso, ou melhor, quase tudo. Afinal, mais de 50% do lucro gerado nas atividades empresariais é devorado por tributos a outra metadade nós pagamos. Os impostos e taxas são responsáveis por 47% do preço final de produtos e serviços.
Mais caros do mundo
Uma pesquisa realizada pelo IBPT Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário indica que a carga tributária no Brasil cresceu 256% nos últimos 13 anos, enquanto o PIB, no mesmo período, cresceu 167%. Mais uma vez é preciso dar o braço a torcer de que contra os números não há argumentos. As estatísticas reforçam que a carga tributária brasileira diminui a competitividade dos produtos brasileiros, tanto no País quanto no exterior.
Leve um, pague três
No entanto, essas constatações não têm motivado o governo a, de uma vez por todas, reestruturar o sistema tributário lembrando que reforma tributária não é aglomeração de inúmeras cobranças em uma sigla só, para reduzir de 59, para 50 e poucos os tributos no País.
Sonegação
Em meio a tudo isso, as empresas encontram uma explicação muito convincente para uma prática de poucos méritos: sonegação de impostos camuflada com um nome mais bonito: elisão fiscal. No nosso caso, meros contribuintes, nem podemos sequer pensar no assunto, pois antes mesmo que tomarmos qualquer atitude já teremos carimbado em todos nossos documentos o título sonegador.
Bom para...
A pedido de leitores da coluna, devemos registrar que algumas empresas de telefonia celular estão caminhando na direção contrária das regras básicas de qualquer estratégia de marketing. Apesar de toda a concorrência enfrentada no setor de telefonia celular, empresas do porte da Tim Telepar Celular estão escorregando em questões elementares. No último mês, a empresa andou alterando a data de vencimento das contas telefônicas sem consultar seus clientes.
Consideração
Resultado: empresas que utilizam o telefone celular como equipamento de trabalho e progamavam seu orçamento para quitar as contas telefônicas em datas estrategicamente calculadas foram pegas de calça curta. Mesmo o cliente que utiliza o celular para fins pessoais não achou graça na estratégia da empresa, classificando a atitude da Tim de pura falta de consideração.
Página policial
Depois da limpa que fizeram na praça do Centro Cívico, em Curitiba, o Movimento Sem-Terra andava, estrategicamente, fora dos noticiários. Agora, quando começa a reaparecer, só está encontrando espaço nas páginas policiais, por envolvimento em acidentes de trânsito ou quebra-pau com a polícia. Será esse o futuro da única mobilização social deste País? Gostaríamos de ler sobre o MST nas páginas de política.
Caso de polícia
Para falar a verdade, até podemos ler sobre o Movimento Sem-Terra no noticiário de política. Ministro promete assentar 200 mil famílias em três anos. Mas tanto descaramento acaba virando caso de polícia...
Qual é a grassa?
Isto mesmo, graça com dois esses. Como todos os anos, os erros cometidos pelos vestibulandos nas provas de redação tomam conta dos noticiários e divertem os mal informados. Essa enxurrada de crimes contra o Português só reflete a ineficiência do sistema de ensino fundamental. A cultura do passe o aluno para a próxima série do jeito que der, apenas para engordar as estatísticas populistas do número de matriculados, está resultando nisso: aumento da população dos alfabetizados analfabetos.
Batata com ketchup
Batizada com o nome de Sachê Surpresa, uma nova promoção da Elma Chips e Parmalat vai ampliar os tipos de molho em sachê colocados nas embalagens de batata frita, incluindo opções de mostarda e ketchup. A estratégia será aplicada nos meses de janeiro e fevereiro e pretende repetir o que foi considerado um sucesso pelas empresas envolvidas. A primeira promoção, realizada em julho e agosto de 99, gerou um aumento em torno de 20% no consumo de batatas Ruffles, garante a Elma Chips.
Sem folga
Apostando nas tendências de aperfeiçoamento técnico, a Cocamar (Cooperativa Agrícola de Maringá) promete que não vai dar folga a seus cooperados em 2000. A cooperativa já progamou para este ano 338 eventos, entre dias-de-campo, viagens de intercâmbio, palestras técnicas e encontros em todo o País. Mas não é só de trabalho e pesquisa que vivem os cooperados. A Cocamar garante que também não vão faltar atividades de lazer.
Milhões do turismo
Turismo e mais turismo. Na última sexta-feira, dia 7, o ministro de Esportes e Turismo, Rafael Greca, anunciou que o governo vai investir R$ 45 milhões para a capacitação de 500 mil profissionais para o trabalho na área de turismo, em acordo com o Ministério da Indústria e Comércio. Somente no ano passado, foram investidos R$ 15 milhões na preparação de 120 mil brasileiros para atuar no setor.





