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O que o comércio espera para 2000
Para 56,25% de 128 empresários que responderam à pesquisa da Associação Comercial do Paraná (ACP) sobre as expectativas em relação aos negócios no ano 2000, a promessa é de que o ano será mais forte em vendas do que 1999. Em dezembro do ano passado, 48,17% dos comerciantes ouvidos acreditavam no incremento das vendas, enquanto 31,25% afirmavam que 2000 seria o ano dos produtos populares. A pesquisa da ACP mostra que 90,48% dos comerciantes financiam as vendas com recursos próprios. Trata-se de uma ampliação significativa em relação à pesquisa anterior, quando 78,38% financiavam as vendas com recursos próprios. Élcio Ribeiro, vice-presidente da entidade, explica que este indicador é reflexo das alterações no modelo de incentivo dado pelas administradoras de cartões de crédito, que no mês de janeiro retornaram ao sistema de realização de compras com parcelamento debitado em conta. É um sintoma de que os mecanismos de crédito bancário não funcionam adequadamente para dar suporte aos negócios de compra e venda no dia-a-dia, observa Ribeiro.

Juros na mesma
Quanto aos juros, os empresários ouvidos pela ACP estão pessimistas. Acham que não haverá queda nas taxas no comércio a curto prazo. Apenas 39,07% apostam na redução dos encargos financeiros, enquanto 43,75% consideram que os juros devem manter-se nos patamares atuais e 17,19% apostam que os vão subir. Na pesquisa anterior, 55,48% dos entrevistados na queda dos juros.

Em alta
A pesquisa revela ainda que a comercialização através de cheques pré-datados continua em alta para 36,75% dos empresários que responderam às perguntas. 31% acreditam em vendas à vista e 22,74% pelo crediário. O pagamento através da transferência eletrônica de fundos cresceu. Em dezembro representava 1% do total dos meios de pagamento. Em janeiro, o percentual subiu para 1,9%.

Crescimento
O ministro da Fazenda, Pedro Malan, sustenta que o Brasil crescerá em média 4% ao ano até 2002. Ou seja, crescerá 4% este ano e mais 4% no ano que vem. Segundo ele, a economia reagiu melhor do se esperava na época da desvalorização cambial. O desemprego não explodiu, como muitos apostavam e encerrou 1999 com taxa próxima à verificada no ano anterior.

Déficit menor
Segundo Malan, o balanço de pagamentos fechou o ano com déficit 9,2% inferior ao registrado em 1998 e grande parte se deve à recuperação da balança comercial, que saiu de déficit de US$ 6,6 bilhões em 1998 para uma déficit de US$ 1,2 bilhão no ano passado.

Investimento
O capital externo está acreditando no País. Em Paris, o presidente mundial da Renault, Louis Schweitzer, disse que não se pode investir em um país, apenas porque está com problemas cambiais. No caso brasileiro, o presidente da Renault anunciou a construção de mais uma fábrica no complexo industrial Ayrton Senna, com investimentos de US$ 100 milhões.

Fábrica de fábricas
Jaime Lerner, que assinou protocolo com Louis Schweitzer, destacou a parceria da Renault com o Paraná e aposta que este não será o último investimento da montadora no País. Outros virão, com certeza, garantiu. Embora não tenha afirmado, o presidente da Renault deixou transparecer que a Nissan, recentemente incorporada pela Renault, poderá investir no Mercosul. A infra-estrutura localizada em Curitiba pode agilizar esse processo.

Asseio
Formação de preços em asseio e conservação, é o tema da palestra que o economista Vilson Trevisan fará dia dois de fevereiro no auditório do Sesc da Esquina. Destinada a funcionários de órgãos públicos, empresas contratantes e empresas do ramo, o objetivo é demonstrar que critérios devem ser utilizados na hora da contratação desse tipo de serviço. Informações sobre a palestra podem ser obtidas através do telefone (41) 323-1201 ou no próprio Sindicato das Empresas de Asseio e Conservação (Sicop).

Leilão Banestado
Dia três de fevereiro, o Banestado estará realizando seu primeiro leilão de veículos, máquinas, equipamentos e bens diversos deste ano. É bom lembrar que será, também, um dos últimos leilões a ser realizado antes da privatização. Serão leiloados mais de 1000 lotes, entre máquinas e equipamentos pesados, até máquinas para pequenas confecções. Tem de tudo: artigos de armarinhos, linhas telefônicas, jóias, semi-jóias, brinquedos, roupas, calçados, móveis e imóveis.

Telefonia bilionária
US$ 1,3 bilhão. Este foi o lucro obtido pela Motorola em 1999. A empresa vendeu, no ano passado, quase US$ 31 bilhões. Entre as áreas de melhor
desempenho no quarto trimestre de 99 está o segmento de comunicação pessoal (celulares, pagers e rádios para varejo) que apresentou aumento de 13% das vendas, atingindo US$ 3,5 bilhões. Outro destaque foi o crescimento de 18% das vendas do setor de sistemas eletrônicos integrados.

Mercado brasileiro
No Brasil, a empresa conta com 2.500 funcionários. Desde 1995, a Motorola vem investindo cerca de US$ 210 milhões principalmente na instalação de um complexo industrial, localizado em Jaguariúna, interior de São Paulo, e ampliação de sua capacidade produtiva tecnológica.

Tecnologia do aço
Criticadas por não aproveitarem todos os recursos comerciais que a internet oferece, as empresas começam a despertar para a eficiência do e-business.
Exemplo disso foi o anúncio da Gerdau sobre a implantação de um projeto pioneiro no setor siderúrgico para comercialização de produtos de aço pela internet. O sistema de ‘‘order entry’’ implantado pela empresa irá receber pedidos e fornecer a data de entrega dos produtos de forma instantânea.

Serviço personalizado
O cliente que optar por esse novo serviço, ao entrar na homepage da Gerdau (www.gerdau.com.br), terá tratamento exclusivo, com direito a identificação individual, senha de acesso e catálogo de itens personalizado, estabelecido de acordo com as suas necessidades.