Pedro Ribeiro (Livre Iniciativa)
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Acabou-se a era dos classistas. É mais uma vitória da sociedade
Presidentes e corregedores da Justiça do Trabalho ainda estão brindando - em Belém, onde se reúnem em encontro nacional - a decretação do fim, ainda que gradativo, da figura do juiz classista. Nem mesmo o forte lobby dessa estranha categoria conseguiu convencer os deputados, que, por imensa maioria, carimbaram o passaporte dela rumo ao limbo. No Paraná, os vogais, como odeiam ser chamados os classistas, ocupam 122 postos em juntas de conciliação e julgamento e mais cinco no Tribunal Regional do Trabalho. Há ainda 125 suplentes, que assumem nas férias ou quando os titulares ficam doentes, e só nesses casos recebem o carvão. A essa gente toda, que representa, temporariamente (sic), patrões e empregados, somam-se os aposentados e as pensionistas viúvas. No Paraná, são salários que vão de R$ 3,8 mil, os dos vogais das juntas, a R$ 6,4 mil, pagos aos postados no TRT. Essa bufunfa continuará chegando apenas aos que se aposentaram antes de 1977, quando foi extinta a lei Ari Campista (homenagem ao maior pelego da história), que dava direito a aposentadoria com cinco anos de atividade. No Paraná até que a situação não é de assustar: são 59 aposentados e viúvas pensionistas. Os salários e pensões são iguais aos dos juízes togados, que cumpriram pelo menos cinco anos de faculdade de direito e se habilitaram, por concurso, aos cargos que ocupam. É claro que existem vogais que procuravam levar a sério sua dispensável função. Mas é inegável que, na média nacional, aproveitadores de todas as profissões surfavam num mar de picaretagem. Era um dos maiores entulhos dos tempos dos peleguismo patrocinado pelo Estado. Sem fim é uma expressiva vitória da sociedade.
O Bug e a Codel
Quase às portas do ano 2000, com o Bug à espreita, ainda há empresas que desconhecem o perigo do inseto cibernético. Computadores isolados e mainframes poderão ler o ano 2000 como 1900, pois foram programados só com dois dígitos, gerando inúmeros problemas. Em estado de alerta, a Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel) colocou seu bloco na rua e está orientando empresários da cidade para se prevenirem.
Bug 2
Palestras já foram ministradas, e quem ainda precisa de socorro dispõe do fone 0800-437120. Basta ligar e informar os dados de seus equipamentos para ser encaminhado a uma das 30 empresas parceiras do programa. Estas podem até visitar o usuário. Sem custo nenhum. Cautela e caldo de galinha...
Maionese
A Etti está lançando sua maionese, em embalagem longa vida de 500 gramas. Segundo a empresa, citando a Nielsen, o brasileiro consumiu 102,2 mil toneladas em 1996, passando para 117 mil toneladas em 1998. A previsão é que o consumo chegue a 120 mil toneladas em 1999. O lanche em casa é um dos fatores de crescimento do mercado, que passa a ser disputado também por marcas desconhecidas e mais baratas, à semelhança das tubaínas na guerra dos refrigerantes. A coluna não descobriu o faturamento das maioneses, mas é certo que engorda o lucro dos fabricantes e a adiposidade dos consumidores.
Mercosul
Juan Raul Ferreira Sienra, ex-embaixador do Uruguai na Argentina, faz hoje à noite palestra na Faculdade de Direito de Curitiba. O tema é Solução de Controvérsias do Mercosul. Justiça seja feita: o simpático Uruguai é, dos parceiros do Brasil no Mercosul, o que menos nos enche a paciência.
Ética
A Fundação Instituto de Desenvolvimento Empresarial e Social (Fides) distribuiu questionários a três mil empresas com mais 500 empregados, em todo o País, para sentir a temperatura de seu comportamento ético. Conta com o apoio da Centralização de Serviços dos Bancos (Serasa) e da empresa de consultoria Arthur Andersen. O resultado obtido -espera-se a adesão de até 15% dos consultados - embasará um documento a ser apresentado em julho de 2000 no congresso internacional do Instituto Society of Business Economics and Ethics (ISBEE), organizado pelo Centro de Estudos em Negócios, da Fundação Getúlio Vargas. Vale lembrar que ética é coisa que se tem ou não, e isso inclui sinceridade nas respostas à consultoria da Fides.





