Pedro Ribeiro (Livre Iniciativa)
Construbusiness, emprego e a casa própria
A cadeia produtiva da construção responde por 14,8% do PIB nacional e gera 13 milhões de empregos. Esses números colocam o setor como potencial de impulso à economia brasileira. Para mostrar a importância dessa alavanca, o diretor da Trevisan Consultores, Luiz Nelson Porto Araújo, fala hoje, às 17 horas, no auditório do Sinduscon Paraná, em Curitiba, sobre essa cadeia produtiva e seus efeitos multiplicadores na geração de empregos, oferta de habitação e infra-estrutura. O construbusiness, como é chamado, engloba cinco subsetores: material de construção, bens de capital para construção, edificações, construção pesada e serviços diversos (atividades imobiliárias, serviços técnicos de construção e de manutenção de imóveis). Conhecemos (e muito bem) o sr. Luiz Nelson Porto Araújo. Estaremos lá, no entanto, para ver se ele tem, no bolso do colete, alguma fórmula mágica para acabar com o déficit habitacional hoje no Brasil, estimado em 5 milhões de moradias e uma vez que o governo acaba de liberar pouco mais de R$ 700 milhões ao setor. Muito pocuo, segundo empresários ligados a construção civil.
Na trave
Prato cheio para os críticos da privatização. Realizada pela primeira vez por uma empresa privada, a Feira do Paraná passou longe do sucesso das versões anteriores, até então sob responsabilidade exclusiva do governo do estado. Shows, rodeios e leilões cancelados frustaram os visitantes e irritaram os expositores, apesar do esforço e profissionalismo do coordenador do evento, Francisco Rodrigues, quem conhecemos e respeitamos. A expectativa futura é de corrigir erros para acertar.
Bode expiatório
Embora os organizadores e o governo não se cansem de frisar o aumento no número de expositores e volume de negociações (foram R$ 400 mil arrecadados nos leilões, com dois recordes) para encobrir o fiasco, não dá para negar que a impopularidade do evento irá afetar diretamente as tão badaladas negociações no próximo ano. Aí a culpa vai ser de quem? Do bode expiatório que topar a organização da feira do ano 2000.
Elas por elas
As medidas para redução dos juros anunciadas pelo governo na semana passada deixam o consumidor na corda bamba. Os juros baixos causam até coceira nas mãos daqueles que não resistem a um financiamento. Ao mesmo tempo, o crescimento na demanda pode desencadear um processo de aumento dos preços dos produtos, incidindo no já conhecido efeito Elas por Elas.
Derrocada nipônica
O que havia sido anunciado como uma parceria entre a Nissan e a Renault, está começando a ficar com cara de operação resgate. A Nissan anunciou nesta segunda-feira, que, até 2002, irá demitir 21 mil empregados, ou seja, 14% de sua mão-de-obra em todo o mundo. Serão fechadas cinco fábricas no Japão
Operação resgate
A Renault adquiriu 36,8% de participação na companhia, em março deste ano, injetando US$ 5,4 bilhões na empresa que apresenta déficits operacionais consecutivos desde 1991. A meta da Nissan é reduzir em 50% o débito da empresa que hoje chega a US$ 12,6 bilhões .
Bolso furado
Encanamento estourado, chuveiro queimado, a casa para pintar... Estes pequenos detalhes do dia-a-dia já deixaram muita gente sem dormir. O motivo: o preço da mão-deobra. Em 97, de janeiro a outubro, o custo dos serviços domésticos chegaram a ter um aumento de 30%.
Deixe que caia
Para alívio da população, nos primeiros nove meses de 99, o preço dos serviços de pintor, pedreiro, encanador, pintor e eletricista subiu apenas 0,28%. Diante das exorbitâncias anteriores, as pessoas acabaram optando pelo faça você mesmo. Daí a velha regra: menor a procura, maior a oferta igual a preço menor.
Quem diria
A vilã do mundo das comunicações, o alvo de todos os bombardeios à comunicação de massa, a televisão está pedindo arrego ao mundo do www. Com quatro bilhões de assinantes em todo o País, a Internet já tem um novo cliente, as redes de televisão.
Atrás do prejuízo
Em função da interatividade, de que ainda não dispõem (exceto por um programa e outro, que mesmo assim ainda precisa do telefone), a televisão começa a se valer dos recursos do mundo virtual para melhorar a qualidade de seus programas e reconquistar seu público.
Telenautas
Mas a dependência do computador não deve durar muito tempo. Já se sabe que logo, logo, também será possível fazer compras, escolher programas e dar opiniões pela TV, só que desta vez, no lugar do telefone o usuários devem ter á mão apenas o controle remoto, como já acontece em outros países. Por falar nisso, como deverão se chamar os usuários desta tecnologia. Telenautas?
Cheque eletrônico
Ótima a notícia de que a população, bancos e comerciantes estão se entendendo, ampliando e incentivando a utilização dos cartões eletrônicos, em detrimento do cheque tradicional. Péssimo é saber que, para isso, os bancos já estão exagerando nas taxas cobradas pela utilização do cheque normal, antes mesmo de ampliarem significativamente o sistema de cheque-eletrônico. Tem muita gente ainda que não aceita determinadas redes de cartão.
Cara-a-cara
Definitivamente, as pessoas decidiriam exterminar a impessoalidade. Depois do sucesso das webcams, que permitem aos internautas observarem a imagem de seu interlocutor na tela do computador, agora é a vez das imagens invadirem a comunicação via satélite. O destaque da Telecom 99, a maior feira mundial da indústria de telecomunicações, aberta na semana passada em Genebra, na Suíça, foi o telefone celular que transmite imagens.





