Pedro Ribeiro (Livre Iniciativa)
Superfaturamento na Estrada da Ribeira
O presidente Fernando Henrique Cardoso, que prega, com unhas e dentes, a moralização do setor público, deverá cair de queixo quando souber o que está acontecendo com a licitação para a pavimentação de 94 quilômetros da BR 476, ligando Curitiba a Adrianópolis, a chamada Estrada da Ribeira. A concorrência (edital 605/98-00) foi vencida pela empresa paranaense J. Malucelli Construtora de Obras, de Curitiba, cujo preço proposto pelaobra era de R$ 29,79 milhões. Para surpresa geral, veio a notícia de Brasília de que a empresa que levaria a obra seria a ARG, que ficou em oitavo lugar, por ter pedido R$ 44,1 milhões, com um superfaturamento de 27,97%. O valor estipulado pelo DNER é de R$ 34,4 milhões.
Quem manda
Como se explica uma decisão dessas, com um superfaturamento de R$ 14 milhões acima da primeira colocada? A resposta parece ser simples. Primeiro, que historicamente quem manda no DNER são os mineiros. Segundo e, coincidentemente, a ARG é uma empresa mineira. Dessa trama, nem o ministro gaúcho Eliseu Padilha deve ter conhecimento. Com a palavra, o sr. Genésio Bernardino, diretor-geral do DNER, pois o presidente da Comissão de Licitação, Sidney Santos Martins, não foi encontrado.
Perdedor
Estudo realizado pela Comissão Econômica para a América Latina (Cepal) aponta o Brasil como o grande perdedor da década de 90 na América Latina. O relatório analisou o impacto das reformas pró-liberalismo na economia de nove países latinos e o Brasil se destaca entre os perdedores, porque apresenta um crescimento médio de 7% entre os anos 50 e 80. Esse crescimento caiu para 2% nesta década.
Vencedor
Argentina, Chile, Bolívia e Peru foram os vencedores, porque apresentaram taxa de crescimento superior à média das quatro décadas anteriores. Junto com o Brasil, foram classificados como perdedores a Colômbia, o México, a Costa Rica e a Jamaica.
Mais lembrado
O Shopping Mueller de Curitiba, pela terceira vez consecutiva, foi o shopping mais lembrado pelos paranaenses na categoria Shopping Center, na quinta edição do ranking anual Top of Mind, realizado pela revista Amanhã, de Porto Alegre, em parceria com o Instituto Bonilha.
Acordo automotivo
O secretário de Política Industrial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comérico, Hélio Mattar, garantiu ontem à Agência Brasil que o acordo automotivo, que permitiu a redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI), será mantido independentemente da liminar que suspendeu a redução. Hélio Mattar afirmou que o decreto que permitiu a redução foi publicado no dia 30 de agosto e que, portanto, foi anterior à decisão judicial.
Alíquotas demais
José Carlos Pinheiro Neto, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) revelou que a entidade está propondo a redução dos atuais 13 tipos de alíquotas do IPI para carros para apenas três tipos.
Valor Agregado
Ao se reunir com o secretário da Receita Federal, Everardo Maciel, Pinheiro Neto sustentou que está apoiando a idéia do Imposto Sobre Valor Agregado (IVA). Hoje, existem alíquotas especiais para carros populares, jipes, veículos a diesel, de acordo com a potência do carro. Pela proposta da Anfavea, passarão a existir alíquotas apenas para os carros populares (1.0), veículos utilitários ou comerciais e para os veículos com motores acima de 1 litro.
Parati
Com um investimento de R$ 3,5 milhões, a rede de Supermercados Parati está montando mais duas lojas em Curitiba. As obras, que foram iniciadas em agosto, estão em fase adiantada de construção. As inaugurações estão previstas para o final de outubro.
Empregos
A Rede Parati, com 107 anos de história e dez lojas em Curitiba, pretende gerar mais 300 empregos diretos. Apesar da concorrência estabelecida pelos grandes grupos, a Parati continua crescendo e reinvestindo seu capital dentro do Paraná.
Dinheiro no Paraná
Nosso dinheiro não vai para o exterior e isso gera benefícios para o próprio Estado, afirma Leopoldo Senff, vice-presidente do grupo. Ele diz ainda que essas novas unidades fazem parte de um conceito novo, inédito em arquitetura e decoração na rede. As seções serão bem diferentes umas das outras, do piso ao teto, cada uma com estilo próprio, conclui.
Recursos do FAT
O Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) liberou mais R$ 1,7 milhão para a Secretaria de Estado do Emprego e Relações do Trabalho (Sert). Esses recursos serão empregados no Plano Estadual de Qualificações (PQE). O plano contempla ações voltadas à qualificação e capacitação profissional do trabalhador, via Sistema Público de Empregos.
Por merecer
Os recursos do FAT são oriundos de convênio do governo federal com o Ministério do Trabalho e Emprego. O Paraná foi um dos poucos estados selecionados para receber a verba, pela competência e agilidade com que vem administrando a primeira parcela de R$ 7 milhões recebidas no início do ano.





