Gaúchos sobre rodas
Se não serviu para aumentar o número de empregos e incrementar a receita do estado, pelo menos a polêmica da Ford despertou o governo gaúcho para a capacidade de produção da região. Na última sexta-feira, o secretário de Desenvolvimento e Assuntos Internacionais do Rio Grande do Sul, José Luiz Vianna Moraes, reuniu-se com dirigentes da Sports Cars Brazil – empresa de origem inglesa que produz os automóveis esportivos de luxo linha TVR – para chegar a um acordo com a montadora sobre a instalação de uma unidade no município de Farroupilha, utilizando uma área desativada da indústria de calçados Grendene. O investimento estimado na nova fábrica é de US$ 22 milhões para produzir carros artesanais avaliados em US$ 60 mil a unidade.

Estratégia falha
A notícia de que a produção industrial argentina caiu 14% em julho, em relação ao mesmo mês de 1998, e acumula uma queda de 11% nos primeiros sete meses do ano, nos faz entender melhor o desespero da Argentina ao fechar suas portas ao mercado brasileiro.

Produção minguada
No período de janeiro a julho, só a produção de automóveis caiu 47%. A única coisa que a Argentina não entendeu é que as portas abertas para o Brasil não significam apenas entrada de mercadorias estrangeiras, mas um verdadeiro mercado receptivo à minguada produção argentina. É só parar de olhar para o próprio umbigo...

Risco infantil
Um relatório divulgado pelo Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) revelou que o Brasil ocupa a 22ª posição no ranking das regiões mais arriscadas para as crianças entre os 54 países das Américas e da Europa onde há dados disponíveis.

Covardia
Se o Brasil está em 22º, mesmo com tantos menores nas ruas, nas carvoarias, nos canaviais, quebrando pedras, descascando mandioca, sofrendo com a violência até mesmo dentro de casa, como será que vivem as crianças na Iugoslávia, Albânia, Bielorússia, Rússia, Macedônia, Croácia e Estônia, países que estão à frente do Brasil neste ranking cruel?

‘‘Xenotransplantes’’
Um estudo para avaliar o risco de transplantar órgãos de porcos em humanos concluiu que um dos maiores temores dos médicos, o de contaminar os pacientes com um vírus característico dos porcos, não foi confirmado entre os 160 pacientes que passaram pela experiência. No entanto, os cientistas advertem que a prática ainda não é segura, mas os resultados começam a dar indícios de que um dos principais argumentos para a clonagem humana (facilitar o transplante de órgãos) pode ir por água abaixo.

Mulheres de camisinha
Parece que as mulheres não vão ter mais que ficar estudando ou decorando a melhor frase para pedir ao seu parceiro que use preservativo. Uma pesquisa do Ministério da Saúde para investigar a aceitação da camisinha feminina revelou que 70% das quase 2.500 mulheres de seis Estados aprovam o novo método de prevenção. A cidade que teve maior índice de aceitabilidade foi Porto Alegre, com 80% de aprovação.

Disponibilidade
Cerca de 2 milhões de camisinhas femininas já devem chegar ao mercado no mês de outubro, mas não há a possibilidade de distribuição gratuita, devido ao alto custo do produto. A camisinha feminina ainda não tem preço definido para chegar às farmácias.

Sol com peneira
Depois de se cogitar da possibilidade de adotar o autoatendimento nos postos de combustível como recurso para reduzir o preço final do produto, a Câmara de Vereadores de Maringá aprovou quinta-feira o projeto de lei que proíbe nos próximos quatro anos a instalação do sistema nos postos de combustíveis da cidade. Era só o que faltava: dispensar inúmeros funcionários para que o consumidor economize alguns centavos. Ninguém está pensando no prejuízo que uma atitude destas pode causar para toda a sociedade?


Camozzi no Sul
Com investimentos de US$ 6 milhões, o Grupo Camozzi, da Itália, pretende se instalar no Sul do País. Ainda não se decidiu em qual estado e cidade. O assédio maior é dos catarinas. Em breve inaugura, em Campinas, sua primeira unidade de fabricação de componentes pneumáticos para atender São Paulo e interior.

Mc Social
Para mostrar sua preocupação com a questão social, o McDonald‘s reverterá toda a venda obtida do sanduíche Big Mac para 54 instituições que cuidam de crianças com câncer. A Rede Feminina da Liga Paranaense de Combate ao Câncer é uma das beneficiadas com o McDia Feliz. Em visita à diretora da Folha do Paraná/Folha de Londrina, jornalista Regina Kracik, o presidente da Associação do Setor de Neoplasia da Associação Paranaense de Apoio à Criança com Neoplasia, do Hospital das Clínicas, Antonio Carlos Santos Lima, disse que destinará a renda doada pelo McDia Feliz para a ampliação, reforma e melhoria do Ambulatório Menino Jesus.

mockup