Pedro Ribeiro (Livre Iniciativa)
Flexibilidade nas multas do EstaR
Da polêmica em torno das multas rodovias e cidade nos deparamos com a insensibilidade de uma funcionária, Verônica Garcia, da Prefeitura Municipal de Curitiba, em relação ao EstaR. O veículo, estacionado na rua Coronel Dulcídio, no Batel, recebeu o aviso para regularizar o cartão. O proprietário, que deixou o carro estacionado às 9 horas, verificou, às 10h15, que o cartão havia sido colocado às 9h28. Imeditamente procurou a responsável e procurou regularizar sua situação, propondo a compra de uma folha, de uma hora. A recusa foi imediata. O senhor tem que pagar todo o talão, ou seja, R$ 6,00. Ora, bolas. Colocar o veículo em um estacionamento (fora do centro) nunca custará mais do que R$ 2,00. O estacionamento da Prefeitura, no entanto, cobra R$ 6,00, por apenas 45 minutos. A lição de tudo isso é a insensatez da funcionária, que, irredutivelmente, não aceitou negociar, o que poderia muito bem fazer. Indústria da multa?
Fusão no forno
Depois de vender as lojas Mercadorama ao grupo português Sonae, a família Demeterco anuncia a fusão de sua empresa, a Porto a Porto, que atuava no ramo de importação de produtos alimentícios, com a Kaminski Pães, empresa com mais de 50 anos de atuação no setor de panificação no Paraná. A divulgação oficial, marcada para o dia 29 de agosto, dá início a PPK Alimentos. A nova empresa, que se especializará em produtos de panificação, até então importados da Espanha e Itália, pretende cobrir todo o Mercosul.
Calote
Os usuários dos serviços de telefonia fixa no Estado de São Paulo já deixaram de pagar cerca de R$ 58 milhões ( R$ 1,3 milhões/dia) à Telefônica, desde 28 de junho de 1999. Liminar concedida ao Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor isentou os consumidores atendidos pela empresa do pagamento do reajuste de 8,5 % nas tarifas anunciado pela empresa. A conquista dos paulistas soma-se a várias outras, como a isenção do pagamento da CPMF. Será que não está na hora de nós, paranaenses, também fazermos valer nossos direitos?
Impulso
Parece que os aumentos abusivos nos preços da gasolina estão, finalmente, levando o setor sucroalcoolleiro a atingir seus objetivos. Depois de o governador de São Paulo, Mário Covas, assinar um convênio com a União para a manutenção do emprego na cadeia produtiva da cana-de-açúcar e do álcool no estado, foi a vez de a GM anunciar que volta a produzir carros a álcool já em novembro.
Compromisso
Seguindo o acordo firmado pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) e Fenabrave (Federação Nacional das Associações Brasileiras de Revendedores de Veículos), a General Motors anunciou na última segunda-feira o lançamento oficial de sua linha 2000, com a produção de modelos 1.0 da linha Corsa e uma versão do Astra equipados com motores a álcool.
Corrupção lá fora
Manchete dos principais periódicos internacionais, a notícia de que cerca de US$ 1 bilhão em ajuda à Bósnia desapareceu, enfurece e desanima os mais crédulos em dias melhores. A agência internacional responsável pelo cumprimento dos aspectos civis do acordo de paz de Dayton descobriu tanta corrupção que embaixadas e agências de ajuda humanitária estavam relutantes em divulgar os roubos com medo de espantar doadores internacionais. Na verdade, os doadores também não estão com tanta moral assim. Quem não se lembra dos inúmeros medicamentos doados com o prazo de validade vencido? É o sujo falando do encardido.
Há vagas
Deve chegar a 150 mil o número de inscrições no Paraná para o concurso do Banco do Brasil. A informação é do superintendente-adjunto, Emir Ernesto Rutfatz, explicando que o salário inicial para o cargo de escriturário é de R$ 732,00 para uma jornada de 30 horas semanais. O prazo de inscrição se encerra hoje e os aprovados no concurso assumem em novembro.
Estatísticas
De acordo com Emir Rutfatz, a cada ano o banco perde cerca de 4.500 funcionários devido à aposentadoria, falecimento e ao Programa de Demissão Voluntária (PDV). Em todo o Paraná, cerca de quatro mil pessoas já compareceram aos postos autorizados para se inscrever, a metade delas em Curitiba. Parece que o Banco do Brasil continua sendo visto como sinônimo de emprego bem remunerado, com cargo vitalício e aposentadoria avantajada, o que realmente é um sonho, quando se trata de um país com taxas desesperadoras de desemprego.
Redução no pedágio!
Assinada nesta última segunda-feira, pelo ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, a portaria 278, que determina ao DNER (Departamento Nacional de Estradas de Rodagem) a redução das tarifas de pedágio em 5%, parece que não vai fazer nem cócegas no bolso dos caminhoneiros. O valor de 5%, corresponde ao ISS (Imposto Sobre Serviços) incorporado ao preço pago pelo consumidor nas rodovias federais. De acordo com a portaria, a redução das tarifas terá de ser obedecida por todas as concessionárias a partir da próxima quinta-feira.
Cócegas
Para saber o quanto a medida irá reduzir o preço da viagem, basta observar o número de pedágios que existem em estradas federais, como a BR-116, e nas rodovias estaduais. Não é preciso ser muito bom em matemática para deduzir que a medida alivia muito pouco no custo das viagens.
Novidades discretas
Com um perfil mais comparativo e menos badalada que a Fenasoft, a 8ª Comdex, feira que acontece em São Paulo até o próximo dia 20, traz novidades como a safra mais recente do Pentium III da Intel e seus concorrentes Athlon (ou K-7), da AMD. Apesar de mais discreto, o evento vem se consagrando como mais proveitoso para os profissionais do setor de informática.
Má notícia
Mais um laboratório desiste de pesquisar novas drogas contra o diabetes. A indústria farmacêutica Pfizer acaba de anunciar a suspensão dos estudos sobre uma droga para tratar os danos neurológicos provocados pela doença. O laboratório estava na última etapa de testes de sua droga Alond, quando chegou à conclusão de que os 421 pacientes que a tomavam não registravam qualquer melhora. Desde a década de 80, grandes empresas tentam criar um remédio contra a neuropatia diabética.





