A hipnose das televendas
Não ligue agora! Desperte primeiro. Não é preciso ser um espectador compulsivo ou um internauta inveterado para perceber que o sistema de televendas e comércio via Internet está caindo no gosto dos brasileiros. Diariamente, estatísticas confirmam a tendência de crescimento desse setor. Mas como sempre, é preciso ficar de olhos bem abertos para não ser passado para trás nessa forma de comércio emergente.
Pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) revelou que metade do que se paga pelo produto pedido por telefone ou via Internet refere-se aos custos de entrega. Além disso, de acordo com o Código de Defesa do Consumidor, o cliente que compra fora da loja tem o direito de devolver o produto no prazo de sete dias. Segundo o Idec, das oito empresas analisadas, duas não devolveram o valor do frete. Fique ‘‘ligado’’...

Cobrança pública
Já que o processo de privatização dos serviços públicos parece mesmo irreversível, os consumidores não podem se esquecer de que seus direitos continuam valendo. Segundo o Código de Defesa do Consumidor, a empresa prestadora do serviço é obrigada a responder a sua reclamação e resolver o problema dentro de três dias, além de fazer o abatimento proporcional do valor de sua conta, considerando os dias em que persistiu o problema.

Missão cumprida?
‘‘Com o frio que fez sábado fiquei com pena de levar meus filhos para tomar vacina’’. Embora o secretário municipal de saúde, Luciano Ducci, tenha anunciado que, em Curitiba, a meta da campanha de multivacinação foi atingida, com cerca 95,6% das crianças vacinadas e que, portanto, não iria prorrogar o período de vacinação na cidade, declarações como a dessa mãe nos fazem ter ainda mais ‘‘pena’’ dessas crianças.

Nem gregos nem troianos
Depois dos sem-terra, chegou a vez de os produtores rurais desembarcarem em Brasília para pressionar o governo a atender suas reivindicações. Os 1.500 caminhões que entraram na Esplanada dos Ministérios ontem à noite visam às renegociações da dívidas do setor.

Freio
Mas é bom lembrar que renegociar as dívidas não é sinônimo de esquecê-las. Por isso, o ministro da agricultura, Marcus Vinícius Pratini de Moraes, descartou a possibilidade de o governo anistiar dívidas de produtores rurais. Desta vez, o governo está certo, porque se começar esquecendo esse tipo de dívida, logo, logo estará distribuindo terras produtivas ao MST.

Choque
Enquanto a Eletrobrás comemora um lucro de R$ 2,15 bilhões no primeiro semestre deste ano, a Petrobrás amarga um prejuízo líquido de R$ 1,03 bilhão no mesmo período. Os dados foram divulgados ontem pela Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa)

Estouro da bolha
O Brasil que se cuide. Provavelmente o país que mais cultua o desenvolvimento americano, o Brasil deve ficar de olhos bem abertos para o rumo que anda escolhendo. Não é preciso ser economista para perceber que o ciclo de expansão dos Estados Unidos está chegando ao fim. Mas antes disso, muito dinheiro correu por ali. Já no Brasil, talvez nosso ciclo de expansão nem tenha começado, por isso, olhos abertos. Se continuarmos seguindo os passos norte-americanos corremos o risco de nunca experimentarmos tal crescimento.

Confusão Besta
O anúncio de que o grupo coreano Hyundai, dono da Kia Motors, vai construir uma fábrica no Brasil para produzir o utilitário Besta em novo formato, para 16 passageiros, parece que vai esquentar novamente as discussões provocadas pela Ford. A escolha da localização está entre Espírito Santo, Bahia, novamente, Paraná ou Itu, no interior de São Paulo. O Espírito Santo é o local mais cotado até agora, mas em julho de 1997 a marca chegou a anunciar uma fábrica em Itu. Será que o Paraná vai entrar nessa briga ou já está satisfeito com a Audi?

Colírio para o ‘‘bolso’’
A permissão para deduzir na declaração do Imposto de Renda despesas com óculos e lentes de contato e aparelhos de audição foi confirmada ontem pela Justiça Federal. Em março, dois procuradores da República haviam obtido uma liminar que permitia que os contribuintes deduzissem essas despesas dos seus rendimentos tributáveis. Entretanto, poucos valeram-se desse direito, temendo que a liminar fosse cassada. Agora é só ficar de olho para não perder a oportunidade no ano que vem.

Geneticamente modificados
Não adianta mesmo. Enquanto na Europa é estabelecido o prazo de quatro anos para execução de testes sobre a produção de alimentos geneticamente modificados, no Brasil os produtores batem o pé pela aprovação imediata dos trangênicos. E notícias emitidas pelos produtores não param de pipocar tentando convencer os demais brasileiros da eficiência desses produtos.

Lucro certo
Na semana passada, a Confederação Nacional da Agricultura divulgou um relatório revelando que 79% dos agricultores brasileiros, de um universo de 709 entrevistados, são favoráveis à comercialização das plantas transgênicas. Que dúvida! Os produtos geneticamente modificados são garantia de lucro certo para os agricultores. No entanto, quanto à saúde, podem representar ainda muito prejuízo.

Tecnologia financeira Curso de Drawback
O Centro de Comércio Exterior do Paraná (Cexpar) realiza nos próximos dia 19 e 20 de agosto o curso de drawback, considerado como um dos principais instrumentos facilitadores das exportações. Trata-se de definir o uso de suas modalidades, isenção, suspensão de retribuição, através da análise de situações hipotéticas e da legislação vigente. O curso, que será realizado no auditório da Federação das Indústrias do Estado do Paraná - Fiep (Av. Cândido de Abreu, 200, 7º andar, Curitiba), é coordenado pelo professor Élcio Orlando Calegari, economista especialista em Comércio Exterior e professor de Sistemática do Comércio Exterior e Economia Internacional da Fesp. Informações: (41) 352-1981.

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