Pedro Ribeiro (Livre Iniciativa)
Sacudir para acordar
Alguém precisa tirar o traseiro do sofá e começar a agir. E você sabe quem é. Este teria sido o recado do ministro da Fazenda, Pedro Malan, a um empresário paranaense que foi a Brasília para tentar sensibilizar a diretoria (master) do Banco Central no sentido de deletar a idéia de transferir a delegacia da instituição no Paraná. Na quinta-feira, o presidente regional do Sindicato Nacional dos Servidores do Banco Central, Ivonil Guimarães Dias de Carvalho, encaminhou documento ao procurador da República no Paraná, João Gualberto Garcez Ramos, em que lamenta que a diretoria do BC tenha ignorado os termos da liminar concedida. A diretoria se fez de desentendida e vem agindo de má-fé, acusa. O mais grave é que a diretoria do banco divulgou diversos atos diretamente vinculados com a contestada reorganização administrativa e com a nova jurisdição divulgada pelo Comunicado 6.883 - notificação judicial.
Custo da obra
Sobre o edifício do Banco Central, cujas obras estão paralisadas, o Sinal revela que os gastos até hoje foram de R$ 4 milhões e as estimativas para o término dos oito pisos - total geral, incluindo subsolo, com garagem e casa de máquinas - seriam de R$ 15 milhões. A entidade questiona que o prédio foi projetado para 350 funcionários. Por que tantos?
Rateio
O lojista Edgard Oswaldo Elias, de São Paulo, ganhou causa contra o condomínio do edifício Conselheiro Ramalho, no bairro Bela Vista, na capital paulista. A decisão, unânime, da Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça, é no sentido de que as lojas instaladas no térreo de um prédio estão obrigadas a pagar apenas a parte das despesas do condomínio referentes aos serviços que utlizam, e não devem pagar a taxa integral rateada entre os apartamentos, a não ser que a convenção do condomínio disponha de modo claro em contrário. O condomínio estava cobrando na justiça as taxas integrais, rateando em partes iguais as despesas do prédio entre todos os apartamentos e as lojas no térreo.
Cotovelo
Um motoqueiro surpreendeu a diretoria do DER do Paraná. O cidadão foi multado por não estar usando capacete. Não teve dúvidas. Em sua justificativa para recorrer do pagamento da multa, disse estar supreso com a infração. Eu estava com capacete. Só que estava no cotovelo. E onde, no Código de Trânsito Brasileiro, diz que tem de usar capacete na cabeça? Quem sabe, o jovem também pensa com os cotovelos.
Ao longo dos anos
O presidente do Banco Central, Armínio Fraga, disse na última sexta-feira que, até setembro, deverão estar concluídos os estudos do BC para descobrir as razões da grande diferença entre as taxas de juros da Selic (taxa básica do BC) e do crédito ao consumidor. Fraga destacou que o problema deverá ser resolvido ao longo dos próximos anos. Como assim? Ao longo dos anos, este vai continuar sendo o prazo estabelecido pelo governo para resolver os problemas do País.
Maneta
Juros, inflação, pobreza, decadência do SUS. Os famosos dedinhos da Campanha de FHC, se ainda não fugiram da mão, devem estar se encolhendo de vergonha, ou pelo menos deveriam. Um a um, cada item das promessas do presidente foi ficando para trás. Ele, que tanto se gabou da queda das taxas de juros e da inflação, agora está lutando para esticar o único dedo que lhe resta, o da Educação. Será que este tal de Fundef vai funcionar ou será mais uma coisa para ser resolvida ao longo dos anos?
Ver para crer
E, por falar em inflação, segundo o chefe do Departamento Econômico (Depec) do Banco Central (BC), Altamir Lopeso, o aumento da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPC-A) em julho não deverá ter maior reflexo sobre os outros meses do ano. De acordo com Lopeso, isso foi um mês específico. Não haverá transmissão dessa alta para os outros meses.
Causa específica
Era só o que faltava: o governo ficar subindo as tarifas públicas todo mês. Por quê, se houve um aumento na inflação, foi por causa da quantidade absurda de reajustes nas tarifas de telefone, água, luz, combustível...
Pobreza reformada
A Reforma da Previdência é uma reforma social, a favor dos pobres, e não apenas uma medida com objetivos fiscais, disse Edward Amadeo, secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, na última sexta-feira, durante um seminário sobre desigualdade e pobreza no Brasil, realizado no Rio de Janeiro. Segundo ele, os gastos com previdência de funcionários dos setores público e privado no País chegam a R$ 100 bilhões, o que corresponde a 10% do PIB nacional.
Super Fácil
O mercado resolveu investir de vez na substituição do talão de cheque e do dinheiro pelo cartão eletrônico. Na última sexta-feira, dia 13, a Associação Comercial, Indústria e Agrícola de Araucária (ACIAA), lançou seu cartão próprio da Rede Super Fácil. O serviço será mantido pela Associação Comercial do Paraná e pelo convênio firmado entre a Federação das Associações Comerciais, Industriais e Agropecuárias do Paraná (Faciap) e Associações Comerciais do interior do estado.
Zona comercial
A Associação Comercial do Paraná está atenta ao processo de modificação da Lei de Zoneamento e Uso do Solo de Curitiba. Os empresários irão se reunir com o prefeito Cassio Taniguchi na próxima terça-feira, dia 17, para discutir a nova proposta do Ippuc, que afeta diretamente a atividade comercial na cidade. Além disso, os empresários devem aproveitar a ocasião para inserir na pauta assuntos como a revitalização do centro de Curitiba e a reestruturação do transporte coletivo.





