Pedro Ribeiro (Livre Iniciativa)
A surpresa paranaense
A produção industrial do Paraná cresceu 3,4% nos últimos 12 meses, encerrados em junho, contra queda de 3,4% da produção brasileira. Como se nota, os sinais são diametralmente opostos. No acumulado do primeiro semestre, a indústria paranaense cresceu 2,1%, para uma queda de 3,2% da brasileira, em relação a igual período de 1998.
Na dianteira
O desempenho industrial do Paraná é o segundo melhor do Brasil, perdendo apenas para o do Rio de Janeiro, em razão dos efeitos dos investimentos realizados no Pólo Petroquímico daquele estado.
Economista explica
Ontem, na Universidade Estadual de Ponta Grossa, o economista Gilmar Mendes Lourenço, conselheiro do Corecon Paraná, explicou a surpreendente recuperação da produção industrial paranaense em 1999. Três fatores combinados mostram essa performance positiva, principalmente a partir do mês de maio, diz Lourenço.
Os pontos
São eles: a) os impactos da desvalorização cambial, particularmente nos ramos de madeira e alimentos; b) o início de produção dos grandes investimentos privados realizados nos últimos anos, principalmente nas áreas de mecânica e material elétrico; c) os reflexos da contínua queda das taxas de juros, notadamente nos segmentos de mecânica, mobiliário, vestuário e bebidas. Para o economista, a grande expectativa é que a consolidação desses resultados possa, a médio prazo, contribuir para a multiplicação dos níves de emprego, renda e receitas fiscais do estado.
Caixa baixo
Com isso, nos revela, abririam-se flancos para a reversão do desequilíbrio financeiro do tesouro estadual, consequência das perdas de arrecadação decorrentes da vigência da Lei kandir e do Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), do comprometimento de parcela expressiva das receitas com gastos pouco comprimíveis, como folha de salários, e serviço da dívida. Mais a intransigente manutenção de um modelo de gestão financeira dissociado da dinâmica de estabilização econômica.
Ajuste das contas
Essa dinâmica à qual se refere o economista impede a utilização do imposto inflacionário como mecanismo de ajuste das contas públicas, mediante a indexação das receitas e a postergação das despesas nominais, bastante comuns no período hiperinflacionário pré-Real.
Por favor!
Entidades empresariais do Paraná pedem ao governo do estado que prorrogue o prazo para a instalação das máquinas emissoras de cupom fiscal, que termina no final deste mês. Para o vice-presidente da Associação Comercial do Paraná, Marcos Domakoski, a prorrogação beneficiará micros e pequenas empresas que enfrentam dificuldades para adquirir o equipamento, em razão de seu alto custo.
Salvação da lavoura
Na Agenda Positiva do Campo, os produtores rurais se dispõem a assumir, nos próximos três anos, o compromisso de gerar 1,5 milhão de empregos e expandir a produção entre 3% e 5%. Os produtores garantem produzir 100 milhões de toneladas de grãos por ano e exportar US$ 45 bilhões em produtos agropecuários, também anualmente. Para isso, só querem algumas coisinhas: solução para a falta de renda do produtor rural, o fim do desrespeito ao direito de propriedade e o endividamento agrícola.
Pânico
Interessante pesquisa realizada pela equipe do Almanaque Mercadorama sobre o Ano 2000 (o futuro do passado). Chama a atenção um box sobre Pânico Alimentar, relatando o que as pessoas pensavam sobre o assunto e como realmente é. A produção agrícola cresce numa progressão aritmética e a população cresce numa proporção geométrica. Logo, por volta do ano 2000 não haverá comida suficiente para todos. A previsão era baseada numa fórmula do matemático Carl Friedrich Gauss. Até poucos anos atrás essa verdade fatal ainda era ensinada nas escolas, mas a fórmula falhou, porque não levava em consideração o avanço da tecnologia agrícola e os ganhos de produtividade, diz o Almanaque.
Água
Nos dias de hoje, milhões de pessoas passam fome, mas não por falta de produção, e sim por problemas econômicos e políticos. O que se tornou escasso, realmente, não foi a comida, mas sim a água. Acredita-se que, nos próximos anos, a água será o fator determinante da produção agrícola: a produtividade das lavouras poderá continuar crescendo e garantindo o abastecimento, desde que haja água disponível. Cerca de 41% da superfície da Terra já se tornou ou está se tornando deserta.
Como surgimos
O Colégio Decisivo, de Curitiba, foi inteligente na confusão do fim do mundo. Discute a origem da humanidade em peça de teatro para seus alunos.
Rallye Brasil
Pilotos do XIX Rallye Internacional do Brasil deixaram a Praça Rui Barbosa (centro de Curitiba) ontem para percorrer 250 quilômetros. Chegam amanhã ao Jardim Botânico, também na capital paranaense.
Perfil Metrópole
O Futuro da Economia Brasileira e sua Influência no Mercado Imobiliário é o tema da palestra que a jornalista Salete Ramos proferirá dia 16, às 19h30, no Graciosa Country Club, em Curitiba. Faz parte da apresentação do Perfil Imobiliário de uma Metrópole, evento programado pela Ademi-Paraná.





