Sempre a última que morre
Momento de esperança. Esta foi a frase (otimista) do prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (foto), ao comentar sobre a economia do Estado e as perspectivas futuras. Ao visitar a Eletron - Feira Sul-Brasileira da Indústria Eletroeletrônica, o prefeito disse que o setor está preparado para enfrentar o processo de globalização. Cassio sustenta sua previsão baseado no número de participantes (20 mil empresários) e no volume de negócios (R$ 15 milhões) da feira.

Nada acabado
Cláudio Adilson Gonçalez, presidente da MCM Consultores Associados, acha que é muito cedo para se dizer que o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso está acabado e que as reformas não vão sair. Um otimista, a exemplo de Taniguchi, Gonçalez, que já foi consultor do Banco Mundial, acredita que as taxas de juros devem cair e que o Brasil retomará o crescimento de 2% a 4% nos próximos anos. Ele fez palestra na Eletron.

Vejam bem...
A quem enganar. Ou a quem interessar. Vamos direto aos números da economia em que, de um lado, o presidente Fernando Henrique Cardoso diz que tudo está sob controle. Do outro. Bem, do outro... vamos ver. O déficit previdenciário total, somando INSS e previdência dos servidores públicos foi de R$ 41 bilhões em 1998. Para este ano, podem apostar que vai passar dos R$ 45 bilhões, o que representará um crescimento de 10%.

Explosão
Embora cresça lentamente, o rombo da previdência pública é maior, ou seja, R$ 34,6 bilhões para este ano, dos quais R$ 18 bilhões são a parte da União. O déficit do INSS cresce de modo explosivo: o valor previsto para este ano, R$ 10,5 bilhões, é um salto de 35% em relação ao ano passado. Em 1998, as despesas não financeiras do governo federal chegaram a R$ 151,6 bilhões. Com salários dos servidores, aposentadorias do INSS e do setor público e mais abonos e seguro-desemprego, o governo gastou R$ 104,5 bilhões, quase 70% do total das despesas.

Os gastos
De cada R$ 100 de gastos correntes, R$ 70 são pagamento a pessoas e apenas R$ 30 vão para atividades-fim - escolas, hospitais, polícia, tribunais, estradas -, serviços que se destinam ao atendimento da população. Desculpem, senhores leitores. Mas as contas não param aí. Voltaremos ao assunto.

Metas da Tim
A Tim Telepar já soma 800 mil clientes e a meta é passar de 1 milhão até o final do ano. Os investimentos totais são de R$ 240 milhões e a empresa pretende fechar o ano presente em 200 cidades (hoje está em 190 municípios). Ao explicar que a Tim Telepar é uma das empresas que mais empregam mão-de-obra hoje, seu presidente, Álvaro Moraes Filho, garante que até o final de 1999 chegará a 1.200 funcionários.

Revenda Mitsubishi
A Mitsubishi Motores do Brasil deverá nomear mais uma revenda em Curitiba até o final deste ano. Paulo Arantes Ferraz, diretor vice-presidente da empresa, nos revela que já existem três grupos interessados e sua intenção é instalar a concessionária na saída para Ponta Grossa. A montadora fechou o primeiro semestre com 4.500 unidades vendidas e espera o mesmo número para o segundo semestre. Hoje a produção em Catalão (GO) é de 15 a 16 veículos por dia e a expectativa é aumentar para 18 a 19 até o final do ano. Os investimentos no projeto Catalão somam US$ 350 milhões.

Diplomacia
Enquanto há um movimento para a permanência do consulado alemão em Curitiba, a colônia espanhola não fica atrás. Pede para que a chancelaria envie um diplomata de carreira e formalize o consulado no Paraná.

O japonês
Quando participei, como membro do júri do Prêmio Colunistas, os questionamentos sempre envolviam a figura de um japonês. A curiosidade de jornalista nos chamou a atenção. ‘‘Afinal, quem é esse tal de japonês de quem vocês tanto falam?’’, perguntei. É da Bronx, responderam em côro. Deve ser o Cláudio Watanabe, diretor de atendimento e sócio da agência. Afinal, a Bronx acertou a mão na medida do humor e vem conquistando o mercado publicitário paranaense.

Transportes
Empresários e representantes de empresas do setor de transportes de cargas do Paraná e São Paulo, participaram, em Curitiba, de encontro promovido pela Prodeg, empresa de consultoria que assessora na certificação ISSO 9000. Presentes à reunião, Rui Cichella, Romeu Panzan, Marco Antonio de Andrade, Walmor Weiss e Fabiano de Andrade

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