Pedro Ribeiro (Livre Iniciativa)
Governo, o único culpado
A inflação de julho, medida pela Fipe, deverá ficar em 0,9%, ou seja, teve um significativo aumento em relação à deflação registrada em junho. O pior de tudo isso é que o principal e, talvez, o único responsável é o próprio governo, que reajustou tarifas e serviços. Se o governo que procura, com todas as armas, combater a inflação, passa a ser o fomentador, alguma coisa está errada. Aliás, basta observar os movimentos de protestos no País para se chegar a uma conclusão óbvia: está tudo errado.
Juros bancários
Se a inflação bate em 1% neste mês e em torno de 6% a 7% ao ano, os juros bancários ficam insustentáveis aos níveis em que estão - em torno de 150% ao ano. Um absurdo. Isso provoca recessão, entrava o comércio e aumenta o desemprego. Está tudo errado, mesmo.
Bicho
O jogo do bicho está prestes a se tornar um procedimento legal. Se enroscando cada vez mais nas barreiras da burocracia, o jogo está cumprindo um requisito básico do nosso governo. Provavelmente era só isso que faltava para ser legalizado. Afinal, antes era tudo simples demais. Onde já se viu um apostador receber o prêmio na hora? Agora, sim...
Em apuros
As portas começam a se fechar ao mercado paranaense. Enquanto as empresas do Estado se preocupam cada vez mais em produzir artigos de alta qualidade, o protecionismo bate a porta na cara da produção paranaense. Depois do choro da indústria moveleira boicotada pelo mercado paulista, agora chegou a vez da choradeira geral. Com as restrições da Argentina, o Paraná perde seu terceiro maior mercado externo.
Básico
É tanta confusão com ICMS, IPI, CPMF e outros impostos mais que instituições estão se especilizando na oferta de cursos para atualização no assunto. A Acto Cursos de Legislação Empresarial, por exemplo, está oferecendo curso Básico e Atualização em ICMS. Parece até gozação, mas do jeito que as coisas andam, não há nada mais útil. Deveríamos ter cursos também sobre IPVA, IPTU, ISS...
Novo imposto
Para falar a verdade, talvez seja melhor começarem os cursos de IVA (Imposto sobre Valor Agregado), nova tarifa proposta pela Reforma Tributária, que iria reunir o ICMS, IPI e ISS.
Soberania
Mas o IVA só deve sair do papel se os estados deixarem. Orientados pelos secretários da fazenda, os governadores já estão batendo o pé contra o novo imposto. Embora seja tudo o que produtores e comerciantes desejam, os estados não aceitam a unificação da cobrança, que significa perda da autonomia tributária. Espertinhos...
Novos pobres
E como no Brasil não se fala de outra coisa que não seja imposto e pobreza, associar as duas coisas está parecendo mais uma sacada marketeira de Antonio Carlos Magalhães. Com a criação do tal Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza (que, já se cogita, deve arrecadar R$ 8 bilhões), para acabar com a miséria brasileira até 2001, ficam felizes os pobres, que acham que vão melhorar de vida; a classe média, que adora discursos sociais; e os ricos, que sabem que não vão pagar o pato. Resumindo, se o tal imposto sai, quem vai pagar é mesmo a anestesiada classe média. Afinal, um imposto a mais, outro a menos...
Para canonizar
O estranho é que a proposta parta logo de ACM. O projeto obriga o remanejamento de verbas, cria três novos impostos, aumenta o percentual de outras alíquotas e exige uma contribuição compulsória dos assalariados que têm renda mensal superior a R$ 2 mil. Estes terão de contribuir todo o mês com 1% de seus vencimentos. É um santo esse tal de ACM.
Braço forte
Enquanto alguns movimentos pelo País não param de perder forças e credibilidade, parece que a paralisação dos caminhoneiros está surpreendendo até os mais incrédulos em movimentos sociais. Embora os prejuízos a diversos setores já comecem a ser contabilizados, a população se mostra solidária às reivindicações do setor. Provavelmente, desta vez o governo não conseguirá virar as costas ao problema, como vem fazendo com o MST.
Ex de sucesso
O que é tido como uma novidade no setor empresarial já parece uma velha prática no Departamento Conjugal. Empreendedores começam se valer do título de ex obtido com a saída de uma grande instituição ou empresa para alavancar novas empreitadas e ganhar dinheiro. Por exemplo, ser ex-diretor do Banco Central, ex-ministro, ex-diretor de uma grande empresa, ex-marido ou ex-mulher pode aumentar significativamente os rendimentos posteriores.
Jóia rara
A apresentadora de televisão Hebe Carmargo (foto) estará em Curitiba, no mês de agosto, para a inauguração da Casa Leão, empreendimento que será gerenciado pela empresária Izabel Salomão. A Casa Leão é uma tradicional joalheria de São Paulo que se instala no Paraná.





