Privatização da Copel
Começa a tomar corpo no Paraná o movimento para a não privatização da Copel. Se não houver outra saída, que não seja a da desestatização, a discussão promete ser das mais acirradas, em virtude de a Copel ser uma empresa modelo no País na geração e distribuição de energia elétrica. A sociedade será a juiza do processo. Enquanto isso, ligar para a Copel, em Morretes, é uma aventura e um saco de paciência. A gravação é direta: para falta de energia, disque tal... para contas, disque tal... e no final da fita: no momento, todos os nossos atendentes estão ocupados. Tente mais tarde...

Cumprindo papel
A TIM Telepar só responderá à Anatel - Agência Nacional de Telecomunicações - na próxima semana. Enquanto isso, a entidade oficial fiscalizadora das teles deu início ao processo de fiscalização, baseada em um dossiê, com 47 páginas, entregue pela Associação Nacional de Defesa dos Direitos dos Usuários de Telefones Celulares (Andutec), com sede em Curitiba.

Pimenta nos olhos
Até no caos do DDD estão querendo colocar dedo estrangeiro no meio. Era só o que faltava. A Embratel está querendo que a auditoria sobre as ligações seja feita por uma empresa estrangeira. Claro, é muito mais fácil convencer quem não assistiu à palhaçada de perto, de que se tratou apenas de um probleminha no picadeiro. Ainda bem que o ministro das comunicações deu a pitada final na conversa pedindo às empresas que se conformem com as punições já determinadas pela Anatel.

Resfriado
Não se sabe se é para nos conformarmos com a situação do País ou se é para desistir de vez. Os anúncios de aumento do déficit dos Estados Unidos e queda no faturamento da poderosa Microsoft de Bill Gates deixam no ar prenúncios de mau tempo aqui para o Brasil. Aquela velha história de que se o dólar espirra ali o real fica gripado aqui continua sendo um diagnóstico sensato.

Gregos e troianos
Fernando Henrique Cardoso está ficando bom nisso. Depois de agradar todo mundo com a Reforma Ministerial, agora o presidente conseguiu esfriar a esquentada discussão sobre o estabelecimento da Ford na Bahia. Valendo-se um pouquinho do bom-senso, Fernando Henrique anunciou que o incentivo médio à montadora será de R$ 180 milhões ao ano e não R$ 700 milhões, como vinha sendo anunciado. ACM e a direção da Ford pareceram bem satisfeitos com o valor. Se está ‘‘bastante satisfatório’’ para todo mundo, quem começou com esta história dos R$ 700 milhões iniciais?

Saída
Curitiba, conhecida pela manutenção de valores considerados provincianos, não gostou do anúncio da instalação de cabines de apresentação de vídeos pornôs no centro da cidade. Questionados sobre os novos empreendimentos, os empresários também apostaram numa saída provinciana: ‘‘As cabines reduzem a violência sexual.’’

Na terra
Tom Camargo, diretor de Marketing do HSBC, nos garante que não há intenção de mudar a sede do banco para São Paulo, como havíamos publicado nesta coluna em nota intitulada ‘‘fincando raízes’’. O HSBC, sgundo Camargo, tem investido muito na modernização de suas instalações em Curitiba, onde hoje está boa parte das principais áreas do HSBC no Brasil.

Projeto social
Para ilustrar, nos dá exemplos: a construção de um novo CPD, que demandou investimentos de US$ 25 milhões; modernização e reestruturação da gráfica, serviço que a maior parte dos grandes bancos terceirizou; presença fixa da maior parte dos diretores em Curitiba; e a manutenção do Projeto Social ‘‘Natal no Palácio Avenida’’.

Vai e vem
Só para esclarecer os leitores da coluna, quando falamos que o HSBC estaria de mudança para São Paulo, nos baseamos na presença, em São Paulo, de grande parte da diretoria. A começar por Tom Camargo e pelo presidente da instituição, que fica entre três a quatro dias por semana na capital paulista.

Repressão
José Carlos Gomes Carvalho, presidente do Sebrae Paraná e Sistema Fiep, acompanhou ontem, em Lima, no Peru, a assinatura do Plano de Ação de Lima, formado por oito tratados nas áreas de repressão ao nacotráfego, cooperação na justiça penal e agricultura. O documento foi assinado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso e pelo presidente peruano, Alberto Fujimori.

Para o Paraná
Carvalho revela que a visita ao Peru é importante sob todos os aspectos, especialmente para os paranaenses. ‘‘A visita poderá ser o primeiro contato para estabelecer um novo acordo de cooperação, como os que já temos com as demais entidades que agregam indústrias no Mercosul.’’ Como conhecemos Carvalhinho, podemos seguramente apostar que ele vai trazer novidades (negócios) para o Paraná.

Refrescando
Roberto Fregonese (foto), presidente do Sindicombustíveis, nos lembra que no dia 27 de julho de 1998 a ANP anunciou que os preços dos derivados de petróleo no Brasil passariam a flutuar de acordo com os do petróleo no mercado nacional. Como o dólar estava subvalorizado diante do real e o barril andava na casa dos US$ 12, os preços no mercado interno caíram naquele mês pela primeira vez em 28 anos. Poderiam ter caído mais entre julho e dezembro passados, quando os preços chegaram a US$ 10, o que acabou não ocorrendo.

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