Pedro Ribeiro (Livre Iniciativa)
Mercosul é igual para todos, pero...
Que história é essa de restrições por parte da Argentina aos produtos têxteis brasileiros? Mal saíram de uma reunião comum, os países do Mercosul já não estão se entendendo. Parece que as nações participantes não se deram conta de que se trata de um acordo para alavancar a economia de todas. Para isso é preciso perder um pouco aqui para ganhar um pouco ali...
Shocosul
Do jeito que as coisas andam, parece que todo mundo está achando que o acordo foi feito só para venda. Se for o caso, é melhor mudar o nome para Shopping Comum da América do Sul e continuar trazendo as mercadorias dos Estados Unidos, Europa e Ásia. Ou seja, continua tudo igual, só que sem festinha com tango e outras coisinhas mais, pagas com o dinheiro do contribuinte.
Boa vizinhança
Pior que isso. Como podemos questionar as barreiras impostas pela Argentina se dentro do nosso próprio País um estado não consegue vender para o outro? A imposição paulista de um limite de 20% sobre a compra de produtos pelas micros e pequenas empresas em outros estados está detonando a economia dos estados vizinhos, sobretudo do Paraná, onde o setor moveleiro já experimenta o princípio de um período de recessão. Daqui a pouco o mercado também se fecha e voltamos à estaca zero do capitalismo.
Rotação por minuto
Não tem jeito mesmo. Quando o assunto envolve a Justiça, no Brasil, a ordem é esperar. Podem-se fazer quantas reformas ou CPIs quiserem, mas nunca alguém conseguirá desvincular justiça de morosidade. Até na reforma do ministério a Justiça atravancou o processo. Desta vez, porque ninguém encontrava um substituto para Renan Calheiros.
E adianta?
O anúncio de que o relator da reforma tributária, Mussa Demes (PFL-PI), defende o fim da CPMF, enche os olhos de muitos brasileiros, mas soa mais como uma atitude populista. Sem querer ser pessimista, sabemos que a prorrogação da cobrança do imposto foi uma medida encontrada pelo governo para cobrir uma de suas infinitas dívidas, o que nos leva a crer que seja com CPMF, CCCF, MMF ou outra sigla qualquer. São os brasileiros que vão ter de pagar essas contas.
Mercado faminto
Fazer uma boquinha de madrugada necessariamente não se trata de um assalto à geladeira. Embora os curitibanos pareçam ter um gosto peculiar por um lanchinho a altas horas, os serviços de entrega em domicílio já estão dando um jeito de saciar essa fome. O setor de disque-entrega resolveu estender os horários do serviço e o resultado tem sido a satisfação geral dos famintos da madruga, empreendedores e desempregados, que apostam na abertura de uma nova frente de emprego com a ampliação do setor.
Fim da folia
No próximo ano vai faltar imagem para as tradicionais propagandas de trote em calouros exibidas exaustivamente pelos cursos pré-vestibulares de Curitiba. Na última quinta-feira, a Universidade Federal do Paraná determinou o fim dos trotes como medida contra a violência, que, invariavelmente, têm acompanhado as comemorações merecidas dos aprovados no vestibular.
Baixinho empenhado
Tanto fez que a Kaiser conseguiu que o Cade suspendesse por 120 dias o processo de fusão da Antarctica com a Brahma. Nesse período, mais que nunca, o baixinho vai ter que suar a camisa para driblar a concorrência com a futura e inevitável AmBev. A Kaiser já anunciou investimentos de R$ 5 milhões com campanha publicitária que traz de volta a popular figura de seu baixinho.
Beija-flor
Um beija-florde entrada. Parece propaganda de rede de eletrodomésticos? Por incrível que pareça, trata-se de uma estratégia de venda que vem sendo adotada por revendedores de automóveis. A lojas anunciam que o consumidor pode comprar um carro com R$ 1,00 de entrada. Com a queda expressiva da venda de carros novos, concessionários estão apelando para a redução das margens de lucro e facilidade de pagamento, na tentativa de bater o ascendente mercado de veículos usados.
Aleluia
Depois do anúncio de que a gasolina deve ter um novo aumento em breve, e dos inúmeros avisos de alta de tudo quanto é serviço e produto, a Embratel destaca que poderá reduzir as tarifas para assinantes residenciais nos próximos meses. Mas antes de comemorar preste atenção: poder nem sempre é querer ou fazer, infelizmente.
Conto do vigário
Se era o que o governo queria ao adiar as discussões sobre reforma agrária, conseguiu. E o MST entrou de trouxa. Visto como único movimento social legítimo dos últimos tempos, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra caiu na conversa, ou melhor, no silêncio das autoridades e meteu os pés pelas mãos ao partir para a violência como forma de exigir seus direitos.
Manifestação
O movimento perdeu tanto a credibilidade que adolescentes da classe média, que geralmente se sensibilizam com movimentos sociais, estão começando a pronunciar publicamente aversão ao movimento, e o pior, por meio do maior veículo de comunicação que têm em mãos: a Internet.





