Macarrão para o povo
Vários leilões foram realizados na semana passada no Paraná. Leilão da Caixa, da CR Almeida etc.. Um deles, no entanto, chamou ainda mais a atenção. Leilão para pagar dívidas trabalhistas. Entre máquinas, equipamentos, rádios, geladeiras e computadores, um lote de 20 mil quilos de macarrão, de uma tradicional indústria paranaense. Se os trabalhadores não conseguiram o dinheiro, pelo menos vão comer macarrão por um bom período. Sinal de que a crise também pegou alguns segmentos do setor alimentício.

Acertando contas
Empresas interessadas em pagamento de dívidas junto ao INSS, com desconto, poderão participar amanhã, em Curitiba, do seminário Divulgação sobre a Quitação de Dívidas das Empresas, através de Certificação de Dívida Pública-CDPs. Promovido pelas federações patronais do Paraná e Ministério da Previdência, o evento será realizado a partir das 14h30min, no Cietep - Centro Integrado dos Empresários e Trabalhadores nas Indústrias do Paraná.

Familiar
Produtos transgênicos, Pronaf e plano de safra 1999/2000. São temas inquietantes que serão discutidos a partir de amanhã, na sede da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Paraná (Fetaep), por dirigentes sindicais representantes da agricultura familiar do Estado. Quem abre o seminário é o coordenador do Pronaf na região Sul, João Luiz Guadagnin. Ele falará sobre linhas de custeio, investimento e agroindústria.

Desestímulo
No ano passado, 70 mil contratos foram assinados no Paraná e houve apenas 2% de inadimplência por parte dos agricultores familiares, com taxas de juros que permaneceram em 5,75% ao ano. Agora, a surpresa: os juros do Pronaf Investimento ficaram, a partir deste mês, supreriores a 10%. Mais elevados, portanto, que os juros dos grandes agricultores.

Embaixo d’água
Choveu forte na semana passada. E as chuvas interromperam a colheita de café em todas as regiões do Estado. Dados do Deral apontam que foram colhidos apenas 33% da área de 131 mil hectares que estão em produção. A produção paranaense está estimada entre 2,27 e 2,43 milhões de sacas de 60 kg. A região Noroeste, que responde por 23% da área e produção, foi a mais prejudicada.

Especulação
Diante dessa situação e apesar de o Brasil estar colhendo uma safra 26% menor que a do ano passado, ou seja, de 34 milhões de sacas colhidas em 1998, para 25 milhões de sacas previstas para este ano, os compradores de café estão começando a forçar uma baixa nos preços do produto, usando o tamanho da próxima safra brasileira de 2000, que começará a entrar no mercado só em junho do próximo ano. A expectativa é de que o Brasil poderá colher 40 milhões de sacas.

Tire dúvidas
‘‘Dívidas e Moedas Alternativas.’’ Assunto dos mais inquietantes será dicutido em Curitiba no dia 21. Tire as dúvidas sobre a revisão de dívidas bancárias e tributárias, parcelamento de tributos, discussão de cálculos e atualização, inconstitucionalidade de acréscimos, índices aplicados e ilegalidade de taxas. Os palestrantes são os tributaristas Aldo Sabino e Carlos Celli. Inscrições: fone 41-324-4816.

Segundo turno
O empresário Joel Malucelli, presidente do Grupo J. Malucelli, está trazendo para Curitiba o professor e economista Luís Paulo Rosemberg para uma palestra no dia 14 às 19 horas, no Clube Malutrom. Rosemberg falará sobre ‘‘Cenário Político-Econômico para o Segundo Semestre’’.

100 anos Fiat
Perto de 27 mil pessoas, entre funcionários e familiares, comemoraram ontem os 100 anos da Fiat. A festa foi realizada dentro das fábricas. Na fábrica da New Holland, em Curitiba, os 900 empregados assistiram a um show com Jair Rodrigues e a um espetáculo pirotécnico. A festa da Fiat é mundial.

Construtor do ano
A Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi) está abrindo inscrições para o troféu ‘‘O Construtor do Ano’’, um prêmio em reconhecimento e estímulo à excelência profissional no setor imobiliário paranaense.

Levantando parede
A Nutrilatina começa a bater estaca a partir da segunda quinzena de julho. Vai construir mais uma unidade fabril. Ficará pronta em 90 dias e exigirá investimentos de R$ 5 milhões.

Fincando raízes
O presidente do Grupo Sonae no Brasil, José Baeta Thomás (foto), afirma que não vai transferir o grupo para São Paulo, embora pretenda investir naquele Estado. Já o HSBC está de malas prontas. Podem apostar.

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