O desemprego e o imigrante
Não se pode e muito menos se deve culpar os trabalhadores estrangeiros pelo desemprego no Brasil. Quem responsabilizar a mão-de-obra imigrante é, no mínimo, irresponsável. Basta pesquisar dados do Ministério do Trabalho que, no ano passado, emitiu 8.462 vistos de trabalho, o que equivale a aproximadamente 0,013% da população economicamente ativa. O desemprego, segundo o IBGE, está em torno de 4,5 milhões. Os que apóiam a restrição ao trabalhador estrangeiro acreditam que aqueles 8.462 empregos estariam todos disponíveis para brasileiros, não fossem os estrangeiros que injustamente vieram para roubá-los. Esta crença, no entanto, não é totalmente certa. A maioria dos vistos é de executivos de empresas que têm operações internacionais e também de profissionais detentores de talentos escassos no Brasil. São cientistas e técnicos especializados. Ainda sobre executivos, a maior parte das multinacionais bem enraizadas no País, prefere contratar brasileiros. Restringir vistos de trabalho significa, por outro lado, restringir o acesso do País às novas tecnologias, sua participação no mundo globalizado e sua capacidade de atrair investimentos. Um assunto para se pensar, antes de falar.

Justiça seja feita
Ao propor alívio dos tribunais superiores e fim do poder normativo da Justiça do Trabalho, o ministro do Trabalho, Francisco Dornelles, justifica que a cada ano, a Justiça do Trabalho custa aos cofres públicos R$ 3,2 bilhões e examina cerca de 2 milhões de casos que envolvem, em média, R$ 500,00 cada. Se o governo pagasse a cada trabalhador o que é reclamado na Justiça do Trabalho, gastaria R$ 1 bilhão, um terço do que ela custa.

Pequenas causas
Cuidadoso nas palavras e nas ações, Dornelles não propõe a extinção da Justiça do Trabalho. Acredita, no entanto, que a criação de juizados de pequenas causas trabalhistas (para resolver questões que envolvem até R$ 7.000,00) será uma providência salutar. No pensamento do ministro, o funcionamento dos juizados de pequenas causas trabalhistas teria como consequência lógica descongestionar os tribunais superiores e deixar de irrigar os tribunais regionais. Dornelles calcula que, hoje, 90% das pendências não ultrapassam a faixa dos R$ 500,00.

Posto ou emprego?
Dos 70 milhões de brasileiros que integram a força de trabalho, menos de 20 milhões têm carteira assinada, 8 milhões são funcionários públicos e os outros 42 milhões estão na informalidade. Em outras palavras, a própria sociedade já teria rejeitado a legislação trabalhista. Já raciociona mais como posto de trabalho, do que como emprego.

Parceria com OIT
A Secretaria do Trabalho do Paraná firma parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT) para o desenvolvimento de projeto de geração de empregos.

A quem interessa
O Paraná quer discutir mais de perto a questão dos produtos transgênicos. Principalmente sua viabilidade econômica. O secretário da Agricultura e Abastecimento, Antonio Poloni e o presidente da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), Ágide Meneguette, acabam de entregar ao ministro da Agricultura, Francisco Turra, documento que propõe a criação de uma comissão de estudos para discutir o assunto.

Palavra do consumidor
O que os paranaenses querem, na verdade, é que organismos estrangeiros e empresas que exportam e importam soja paranaense mostrem qual a posição do consumidor europeu nessa questão. Poloni afirma que tem recebido informações de que o consumidor europeu está sendo restritivo em relação à soja transgênica. A questão é de calma, uma vez que a produção de soja não transgênica no Paraná é de alta tecnologia.

A maior serraria
Com a formação de joint-venture com a empresa americana Boise Cascade, a Klabin construirá a maior serraria do Brasil. A unidade será implantada em Telêmaco Borba e os investimentos somarão US$ 90 milhões. A capacidade é para processar 450 mil metros cúbicos de eucalipto e pinus por ano. A serraria vai gerar 400 empregos diretos e 800 indiretos e deve entrar em funcionamento no próximo ano.

Capital de giro
As micro e pequenas empresas que procuram crédito fácil e desburocratizado, podem procurar o Banco do Brasil que, a partir deste mês, lança o BB Giro Rápido. Trata-se de um novo conceito de relacionamento e concessão de crédito para empresas com faturamento bruto anual de até 720 mil. Os encargos para capital de giro variam de 3% a 4% e o valor máximo do financiamento é de R$ 50 mil, com pagamento em até 12 meses.

Segura, peão...
O Colégio Decisivo, de Curitiba, vai se transformar numa grande arena amanhã, com a III Festa de Rodeio.

Custo zero
Crhistiane Mocelin, presidente da ADVB Paraná, esteve reunida com representantes de agências de publicidade do estado, onde apresentou proposta de parceria nos eventos produzidos pela entidade que preside. Entre eles, o Fórum ADVB, Estrela da Manhã e Top de Marketing. A parceria deve significar custo zero.

Reforma Tributária
O empresário José Carlos Gomes Carvalho (foto) disse ontem, durante reunião de concessionários do Paraná e Santa Catarina, realizado em Curitiba, que a Reforma Tributária é um passo essencial no processo de retomada do setor de distribuição de veículos automotores.

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