Difícil de acreditar
Para aqueles que de vez em quando dão uma espiadinha no que acontece fora dos grandes centros do País, fica difícil de acreditar na pesquisa do IBGE divulgada esta semana. O instituto averiguou que os brasileiros estão menos pobres do que na década de 70. Além disso, a pesquisa frisa que, apesar de toda esta confusão econômica por que passa o Brasil, a economia nacional proporciona um grau de mobilidade social comparável com nações economicamente desenvolvidas como os Estados Unidos e Austrália. Ver para crer.

Estrela no ar
A Embraer não só virou estrela no Salão de Paris, como vem preocupando os principais concorrentes do mercado aeronáutico. A empresa brasileira faturou US$ 6,5 bilhões e há encomendas que podem chegar a US$ 10 bilhões. Já é a número um da balança brasileira de exportação.
Petrobrás
‘‘Produzimos apenas 65% de nosso consumo, o que pesa na balança comercial’’. De Jarbas Passarinho, ex-senador e ministro da Justiça, sobre o processo de quebra do monopólio de extração do petróleo da Petrobrás.
Educação aleijada
Parece mesmo que o dedinho que representava a educação na primeira campanha de FHC para a Presidência da República foi amputado em seu segundo mandato. Além de restringir os recursos para as instituições universitárias públicas, o governo acabou com a filantropia às entidades assistenciais e educacionais, o que permite às universidades particulares aumentarem as mensalidades.
Sem futuro
O governo justifica que os incentivos à educação estão mais direcionados para o ensino básico. Ótimo. E quais são as perspectivas destes pequenos estudantes que, do jeito que as coisas andam, não poderão nem sonhar com um curso universitário? Será que vamos todos ter apenas os conhecimentos fundamentais para prestação dos serviços essenciais à manutenção do sistema econômico desigual que vivemos hoje?
Bicho poderoso
O frango é um bicho poderoso. Depois de ter abalado as bases da prefeitura de Paulo Maluf, em São Paulo, as aves contaminadas na Bélgica conseguiram derrubar o primeiro-ministro, Jean Luc Dehaene. Pena que os frangos brasileiros não conseguiram a mesma façanha.
Para inglês ver
A Embratur é o novo órgão responsável pela fiscalização da limpeza das cidades brasileiras. Na verdade, das que exploram o turismo. A empresa anunciou que as cidades que não tiverem uma legislação eficaz para punir quem suja as ruas irão perder, em agosto, o selo de ‘‘município turístico’’, distribuído pela Embratur. Neste caso, seria bom que todas as cidades fossem turísticas...
Reflexo
O transporte coletivo excessivamente lotado sempre foi alvo de reclamação por parte das pessoas que, depois de um dia inteiro de trabalho, tinham que voltar apertados nos ônibus da principais cidades do País. Agora, os trabalhadores já estão encontrando uma folguinha na hora de voltar ou ir para o emprego. Mais veículos rodando? Não, uma pesquisa realizada pelo Dieese, em São Paulo revelou que o desemprego fez cair o número de usuários de transporte coletivo.
Números
Em janeiro de 1995 passavam cerca de 180 mil passageiros por mês nas catracas dos ônibus da cidade de São Paulo. Em abril de 1999 não passaram de 90 mil usuários.
Fale grátis
Utilizar o orelhão pode sair de graça para o bolso, mas caro à paciência. A Telemar, holding que controla 16 concessionárias de telefonia fixa, está oferecendo, já este mês, o serviço ‘‘Fale Grátis’’. O usuário de orelhões faz ligações gratuitas e antes da chamada ouve pequenas mensagens de anunciantes. A idéia é transformar o orelhão em uma nova mídia.
Aberração
‘‘A CPMF é uma aberração tributária que diminui a competitividade global do Brasil, provoca discreta elevação no patamar de preços, é trajetória fiscal que anda na contramão. Imposto em cascata que onera preços finais em toda a escala da ecomonia’’. Do economista e consultor José Paschoal Rossetti (foto), em palestra promovida pelo Instituto Superior de Administração de Empresas da Pontifícia Universidade Católica do Paraná no último dia 15.


Abertura
Entre as várias considerações, Rossetti frisou que a abertura do setor pretrolífero e investimentos programados das privatizações do setor elétrico e de telecomunicações, o Brasil possui recursos externos diretos de, no mínimo, US$ 20 bilhões, o suficiente para fechar o balanço de pagamentos deste ano.

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